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sexta-feira 10 de julho de 2026

Balneário Piçarras registra vários pontos de alagamento

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A chuva forte da madrugada de quarta-feira, 10, em associação à elevação da maré, causou prejuízos em Balneário Piçarras. De acordo com um relatório da Defesa Civil do município, 250 famílias de quatro bairros foram prejudicas pelo grande volume de água que caiu em uma única noite. Prefeito decretou situação de emergência.

Segundo o documento, residências do bairro Nossa Senhora da Paz, Santo Antônio, Itacolomi e Medeiros tiveram problemas com alagamentos. “O bairro mais atingido foi o Itacolomi”, explica o coordenador da Defesa Civil, Francisco Teles, que ainda citou que cerca de 70 ruas ficaram alagadas na cidade. “Foi o volume de chuva muito concentrado”, citou Teles, que também é secretário de Planejamento da Prefeitura. O decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito, Leonel José Martins (PSDB), na tarde de quarta-feira, após sobrevoo da Defesa Civil Estadual sobre a cidade.

Teles, sobrevoou a cidade com o Secretário de Estado da Defesa Civil, Milton Hobus, para verificara situação do município. “Constatamos que o transbordamento do Rio Piçarras provocou alagamentos em vários bairros da cidade. Se verificou a necessidade de construção de galerias pluviais no bairro Nossa Senhora da Paz, Santo Antônio (próximo do Bar do Mário) e o alargamento e aprofundamento do Ribeirão Ferido, no bairro Itacolomi.

Balneário Piçarras ainda recebeu da Defesa Civil, 150 colchões com roupas de cama; 300 colchões de solteiro, 150 sacolões; 150 kits de higiene pessoal; 150 kits de material de limpeza e mil e 800litros de leite, para serem entregues a população atingida.

 

DISCUSSÃO

Na região do Santo Antônio, o Rio Piçarras acabou transbordando e voltou a alagar residências. O transbordamento, de acordo com especialistas da Epagri/Ciram, foi causado pelo grande volume de chuvas em associação à maré alta. Entretanto, o fato gerou grande polêmica na cidade e nas redes sociais, uma vez que o ex-governo investiu recursos milionários em obra de dragagem e prevenção de cheias.

Enquanto simpatizantes do ex-prefeito, Umberto Teixeira (PP), o parabenizavam pela obra e afirmavam que tais ações foram cruciais para as cheias em menor escala -em comparação a 2008 -, aliados de Leonel Martins rebatiam com alegações de ineficiência da obra. Para a Epagri/Ciram, os alagamentos na região do litoral são mais comuns justamente pelo relevo geográfico e as oscilações da maré, que pautam os níveis dos rios.

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