“Cem dias de reorganização. Essa é a palavra chave”, definiu o prefeito de Balneário Piçarras, Leonel José Martins (PSDB), que completou no último dia 10, cem dias a frente do município. Em uma entrevista exclusiva ao Jornal do Comércio, Martins detalhou quais foram as principais ações do Governo assim que assumiu a Prefeitura, após um processo de transição que não existiu. “Foram cem dias que se passaram muito rápido e que fizemos estruturalmente muito pouco, porque na verdade, esses cem dias serviram para gente tomar ciência de toda a situação administrativa e financeira do município e não para executar obras”, frisou Martins, alegando que priorizou ações de organização nas secretarias de Saúde, Obras e Educação.
“Basicamente, o que a gente mais atuou fortemente para amenizar a situação caótica que estava a cidade foi fazer novas contratações de médicos, toda estrutura do PSF (Programa de Saúde da Família) foi reorganizada e as agentes comunitárias foram reorganizadas”, contou ao JC. Além disso, trabalha na mudança do Instituto de Previdência dos Servidores para Fundo de Previdência, reajustou do salário dos médicos, reorganizou de equipe de limpeza de ruas e celebrou a temporada de verão boa e carnaval.
Como principais dificuldades, Martins citou a falta de informações, contratos e convênios vencidos de obras assumidas. “Tivemos muita dificuldade porque encontramos todos os equipamentos (computadores) sem informações”, confirmou. Segundo o prefeito, os computadores da Prefeitura foram formatados e, em alguns casos, os discos rígidos- que armazenam os arquivos – simplesmente sumiram.
Com isso, o foco do corpo administrativo de conhecimento da realidade da Prefeitura quanto aos contratos em vigência, dos contratos vencidos e retomar obras paralisadas acabou mais lento. Citou como grandes desafios o término da obra de recuperação da praia e de construção da escola do Norte. “Cem dias de administração que deveriam ser feitos pelo Governo anterior”, acrescentou. Martins ressaltou que a população só verá grandes obras a partir do próximo ano. “O estado em que nós recebemos a Prefeitura impossibilitou e ainda impossibilita de a gente tomar algumas ações que a população perceba melhorias”, descreveu
. “Esse ano vai ser para planejar e o ano que vem para começar a executar”, acrescentou, revelando que a Prefeitura já protocolou junto ao Governo Federal a liberação de R$ 14 milhões para obras de urbanização central. Quanto a vida financeira da Prefeitura, o prefeito disseque está normal. “Não se tem uma grande expectativa de arrecadação, mas está equilibrada”, afirmou. A ideia, para o próximo ano, é rever todos os índices tributários e atuarem políticas de elevação da arrecadação municipal.
“Está sendo bem mais difícil do que os cem primeiros dias do meu primeiro governo. Apesar da experiência que agente tem agora, tanto política, quanto administrativa, naquela época eu era aliado, agora sou oposição”, finalizou o prefeito, comparando com o início de seu primeiro mandato. Martins ainda ressaltou a ação atuante do vice-prefeito, Flávio Tironi (PSD), articulando e resolvendo situações junto à comunidade.





