Facilmente encontrados em qualquer esquina de Balneário Piçarras e Penha, eles vagam sem rumo. À noite dormem sob marquises ou simplesmente esticam o corpo no local aonde as pernas os levaram. Sem políticas estratégicas de crescimento, o número de moradores de rua é visivelmente crescente, preocupando a comunidade e chamando a atenção das autoridades.
Nas redes sociais, muitos moradores da região criticam o grande número da população de rua. Osrelatos dão conta da agressividade de alguns em casos de rejeição a um pedido de ajuda, ou mesmo, quando embriagados, causam pequenos tumultos ao vagarem pelas ruas. Entretanto, eles simplesmente não tem para onde ir. Sem políticas municipais para assistir essa população andarilha, os municípios da região da Amfri optaram pela união. Eles devem formar um consórcio intermunicipal para traçar políticas públicas.
O prefeito de Balneário Piçarras, Leonel José Martins (PSDB), foi um dos primeiros a assinar um termo de compromisso e cooperar com o trabalho. “Agora é aguardar que os outros municípios façam o mesmo, para que no prazo de 90 dias possamos implantar estas políticas públicas”, disse o secretário municipal de Assistência Social, Silvio Fernando Bastos Alves, que também rubricou o termo. Entre os compromissos assumidos está o de realizar um estudo social durante a abordagem de rua e, somente após o contato coma cidade de origem, encaminhar o morador para sua cidade natal.
Além disso, definir após reunião com os setores da Saúde, Segurança Pública e demais políticas públicas envolvidas, um protocolo de atendimento em conjunto. Também será feito um estudo de viabilidade de uma Casa de Passagem em consórcio com os demais municípios e cadastrar as pessoas em situação de rua no Cadastro Único, conforme informativo do Programa Bolsa Família. De acordo com Silvio Alves, estes itens atendem a Política Nacional para população em situação de rua, debatida e aprovada na reunião do Colegiado de secretários municipais de Assistência Social.





