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terça-feira 7 de julho de 2026

Projeto pioneiro de monitoramento faz Penha virar Centro de Estabilização

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 A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Petrobrás S.A assinaram convênio que irá transforma a campus de Penha em um Centro de Estabilização de aves, quelônios e mamíferos marinhos. Monitorando uma faixa litorânea de 800 quilômetros, entre Ubatuba (SP) a Laguna, os pesquisadores da Univali irão analisar todos os animais mortos e verificar se existe associação com as atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural da área do pré-sal da Bacia de Santos.

 
“A Petrobrás nos lançou um grande desafio e ao mesmo tempo oportuniza que nossa estrutura e equipes dediquem-se o olhar para o monitoramente deste imenso litoral”, definiu o reitor da universidade, Mário Cesar dos Santos. Serão cinco unidades de estabilização e cinco unidades de reabilitação e três pátios de apoio. “Temos em nossas equipes o propósito de tornar esse projeto um grande case nacional desta preocupação ambiental e de responsabilidade social”, completou. 
 
Segundo o coordenador do núcleo de Penha, aonde será implantado o Centro de Estabilização de animais marinhos (aves, tartarugas e mamíferos), Gilberto Manzoni, todos os animais – vivos ou mortos – serão resgatados e analisados por veterinários. “Com esse convênio todos os animais deverão ser resgatados por nós e também passarão por análise laboratorial para saber as causas da morte”, explica. Isso porque o objetivo do convênio é justamente analisar possíveis problemas ambientais causados pela extração de petróleo e gás natural.
 
O prefeito de Penha, Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB), também participou da cerimônia de assinatura do convênio. Como haverá tramitação documental na Prefeitura, Evandro garantiu total agilidade nas análises. “Como o campus irá passar por reformas de valor milionário, o reitor solicitou que o município analise os projetos arquitetônicos e avalize as licenças com maior agilidade. Confirmei que nossa equipe de Planejamento estará à disposição da Universidade para ser parceira nesse importante projeto que vai colocar Penha em destaque dentro do cenário nacional nas questões que envolvem a maior empresa da nação”, disse o prefeito. De acordo com a Universidade, a Petrobrás investirá cerca de R$ 1 milhão no atual prédio, em Armação. 
 
Detalhes do projeto
A Instituição catarinense será responsável, ainda, pela coordenação das atividades de uma rede de instituições no litoral dos estados do Sudeste e Sul do Brasil, que fará o monitoramento, diário, de 800 km de costa brasileira entre Ubatuba, no estado de São Paulo, até Laguna, em Santa Catarina, realizando resgate, atendimento veterinário e reabilitação de aves, tartarugas, baleias e golfinhos.
 
Para a operacionalização da rede de atendimentos veterinários serão disponibilizados 50 carros e construídas cinco unidades de estabilização nas cidades de São Sebastião, Baixada Santista, São Francisco do Sul, Penha e Laguna; cinco unidades de reabilitação, nas cidades de Ubatuba, Guarujá, Ilha Comprida, Pontal do Paraná e Florianópolis; e três bases de apoio em Praia Grande, Ilha do Superagui e Imbituba, onde atuarão 400 profissionais.
 
O projeto terá duração de 21 meses e é condicionante no licenciamento ambiental, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para as atividades de produção de Petróleo no pré-sal para a Bacia de Santos.

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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