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Piçarras
sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


Balneário Piçarra inicia obras para recuperação da orla destruída em julho

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As obras para a reconstrução do trecho da orla da praia de Balneário Piçarras foram iniciadas esta semana. Além da reforma do deck de madeira, a nova estrutura contará com sistema de contenção e drenagem. Durante a execução das obras, a Avenida Temístocles de Macedo ficará fechada para o tráfego de veículos no trecho. Cerca de 200 metros do setor Norte da orla foi destruído pela ressaca de julho.

A primeira etapa para a reconstrução, é a reinstalação dos tubos de drenagens. Assim que a tubulação estiver instalada, iniciasse a implementação do sistema de contenção com pedras e, posteriormente, o deck. “As pedras servirão como base de sustentação do deck, evitando que futuras ressacas danifiquem a estrutura. Para isso serão realizados o enrocamento de pedras e aterramento com materiais de jazida”, explica a secretária de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Deisy Cristine da Silva Martins.

Logo após a ressaca, o município implantou 1.000 bags de areia como ação emergencial para evitar que novas ressacas atingissem o trecho. Os sacos, que pesam cerca de duas toneladas cada um, foram colocados em um trecho de 250 metros, que compreende cem metros a mais de onde a força das ondas atingiu a infraestrutura pública. “Os bags já demonstraram efetividade na contenção do avanço do mar em outras oportunidades, agora seguimos com o cronograma do projeto de reconstrução”, completou Deisy.

Para toda a obra de drenagem pluvial, contenção de pedras e construção do deck, o município utiliza recursos próprios, provenientes do Fundo de Manutenção da Praia (FUMPRA): R$ 428.656,13, em aquisição feita por menor preço global. Toda a execução será realizada pela ACM Representações Comerciais LTDA.

Trecho receberá recuperação da restinga, areia e novas instalações

Finalizando as obras de contenção, a Prefeitura iniciará o processo para a recuperação da derma que conta com a recolocação da areia da praia – retirada de outros trechos – e recuperação da restinga com vegetação nativa. A recuperação está prevista para iniciar assim que as obras de reconstrução do deck estiverem finalizadas.

“A perda de vegetação torna a praia mais suscetível a erosão causada por ventos e ondas, principalmente em eventos como as ressacas. A recomposição vegetal busca proteger o trecho desses eventos, além de trazer todos os benefícios ecológicos do ecossistema litorâneo”, explica o presidente da Fundação do Meio Ambiente de Balneário Piçarras, Marcos Zaleski.

 

 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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