“Vem Passarinhar”. Assim foi batizado o evento voltado à observação de aves, que acontece no próximo dia 3, na Trilha do Quininho, localizado na ONG SelvAge, na Estrada Geral Morro Alto. O evento é gratuito e terá início às 7h30, sendo a própria trilha o ponto de encontro rumo aos 1,4 quilômetro em meio à Mata Atlântica.
O vem passarinhar reúne pessoas que já fazem observação, ornitólogos e pessoas que tenham interesse em conhecer a diversificação. Então existe uma grande troca de experiências”, explica o organizador do evento, Paulo Cadallora. O evento é promovido pela Secretaria de Turismo e realizado pelo instituto Allouata.
A observação de aves é uma atividade recreacional e de propagação de informações científicas e ambientais. Danielle Garcia, jornalista e observadora de pássaros, confirmou presença no evento. “Eu observo aves desde 2010… Comecei de mansinho. Fotografando flores e borboletas no quintal…mas conhecia pouco dos pássaros…fui me encantando e procurando aprender mais. Sempre brinco que eu não sabia distinguir Tico-Tico de Pardal . Fui aprendendo”, recorda-se.
Para participar não é necessário realizar a inscrição. As recomendações aos participantes é que levem protetor solar, repelente, boné e água e vistam roupas leves. O município possui hoje mais de 200 espécies de aves catalogadas, de acordo com o wikiaves. Balneário Piçarras é a terceira cidade de Santa Catarina a receber o evento que já passou por diversas cidades do país.
“Observadores tem buscado Balneário Piçarras para birdwatching. E o incentivo a este tipo de turismo é uma possibilidade de gerar emprego e renda, além de promover a educação ambiental e conservação junto à comunidade”, encerra a secretária de Turismo, Susan Corrêa.
AVE RARA
No mês passado, o biólogo e ornitólogo Fernando Farias captou, em Balneário Piçarras, o primeiro registro de um atobá australiano em todo o Brasil. A ave, típica da região da Austrália, foi avistado a cerca de 15 km da costa.
Um hobby que cria conexão
Há quase uma década brincado e registrando as aves, Dani Garcia dá dicas às pessoas que pensem em se aventurar pelo mundo da observação. “Um observador tem que ser paciente, curioso e amar a natureza. Quanto mais você observa, mais vai querer observar. É quase um vício (rs), vai sempre querer fotografar um pássaro que ainda não tem na sua lista”, define.
Dani Garcia pontua que não possuir câmera fotográfica não é uma exigência. O clique fica a critério da pessoa. O que importa é o registro mental. “Para iniciante, basta um binóculo ou uma câmera amadora, isso já dá pra iniciar. Crianças e adultos começam a se encantar assim. Mas, com o tempo vai querer algo um pouco melhor de câmeras para conseguir fotografar o pássaro que está mais longe”, opinou.
Ela avalia ainda que “para fotografar não pode ter pressa, tem que ser um observador de toda a natureza em geral”. Acessórios como lentes fotográficas, roupas camufladas e apoio de guias é secundário aos iniciantes. “Já cansei de ir fotografar com amigos que tem câmeras fotográficas tão boas que quase fotografam com nitidez o olho do bicho. E a minha foto fica bem de longe e sem um bom foco, mas eu estava ali no mesmo momento. A emoção é a mesma”, lembrou.
Tendo o quintal da própria casa como inspiração, Dani Garcia já expôs suas fotos no Centro Cultural Luiz Telles. Agora, trabalha para publicar o livro fotográfico. “Logo (assim que iniciou entrei no Wikiaves e fui postando fotos e aprendendo sobre os passarinhos. Já fiz exposição no Centro Cultural, pelo edital Ivone Pires, em 2015. A ideia é publicar um livro ‘Pássaros do meu quintal’ pra estimular as pessoas a observarem”.
Foto por: Dani Garcia





