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Piçarras
domingo 3 de março de 2024


Balneário Piçarras terá show pirotécnico de 14 minutos com baixo estampido

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A Secretaria de Turismo de Balneário Piçarras confirmou que o show pirotécnico da virada de ano será realizado com fogos de baixo estampido, conhecidos como “fogos silenciosos”. A queima de fogos de baixo estampido segue a nova lei nº 693/2019, que proíbe o manuseio de fogos que gerem poluição sonora, em Balneário Piçarras.

“Fogos que não emitem som, é um mito. É preciso uma explosão seguida de ascensão para ter o efeito expandido. […] O que é utilizado são fogos sem tiro [estouro]”, explica João Scalvin, dono da Multishow fogos, empresa responsável pela queima de fogos do Réveillon deste ano, contratada através de processo licitatório aberto, de menor preço global.

A estimativa é de que o show tenha 14 minutos, canalizados no Molhe Central – onde também está o palco de shows, informou a secretária de Turismo, Susan Corrêa.  Lá, às 22h, a banda Seven é quem garante a animação horas antes da virada.

A LEI DOS FOGOS DE BAIXO ESTAMPIDO

Em março, a Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras aprovou o projeto de lei rdinária (PLO) que trata da proibição da queima, soltura e manuseio de fogos de artifícios (artefatos pirotécnicos, rojões e foguetes) que causem poluição sonora como estouros e estampidos na cidade.

“Devido a muitos pedidos de famílias com pessoas autistas, também acamadas e doentes. Mas, o principal é o autismo. Pessoas tem implorado por esse projeto”, defendeu a vereadora e autora do projeto, Marly Dulcineia da Silva Santana (PSDB), a Ziza. “Também por conta dos animais, já que quando os fogos começam, os perturbam muito”, completou a parlamentar, citando ainda que diante da pluralidade social dos dias atuais, “temos que pensar um pouco no próximo”.

A proibição também se aplica a evento públicos e privados com seu descumprimento passível de multa – com valor futuro definido por decreto, que tem prazo de 90 dias para ser definido assim que o projeto for sancionado. 

O PLO permite apenas o uso dos chamados fogos de artifício “sem barulho”, aqueles que produzem ruídos de baixa intensidade, também conhecidos como “fogos com efeito de vista” assim denominados aqueles que apenas produzem efeitos visuais sem estampidos. “Consideram-se fogos de artifícios sem barulho, os denominados Classe A, ou seja, aqueles explosivos de efeito predominantemente luminoso e com baixo nível sonoro de estampido, com no máximo 65 decibéis”, categoriza o artigo quarto do projeto.

A fiscalização caberá aos fiscais da Prefeitura. Contudo, no artigo 9º do Projeto, a proposta é de integrar a sociedade para o cumprimento. “As autoridades municipais e as associações protetoras do meio ambiente deverão atuar cooperativamente com vistas à ampla divulgação e ao cumprimento desta Lei”.

Foto por: Cleiton Reinert

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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