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sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


Escritora Maria do Carmo narra história de imigração de Brusque

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A escritora de Penha, Maria do Carmo Ramos Krieger, prepara o lançamento de sua décima obra. Com uma temática diferente da qual é conhecida na região do litoral, Maria do Carmo narra a história imigração polonesa em Brusque com a obra: “Uma geografia (e outras histórias) para os polacos”. O lançamento acontece no próximo dia 23 de agosto, no Museu Histórico do Vale do Itajaí-Mirim, na Casa de Brusque.

A obra vem sendo escrita há 29 anos, por meio pesquisas e coleta de muito acervo história. “Desde 1980 pesquiso e escrevo sobre o tema Imigração Polonesa em Brusque, minha cidade natal, e sempre me interessei pela paisagem encontrada pelos imigrantes.  Utilizei, para o livro, recortes geográficos e históricos – resultados de um apanhado de material que acumulei em meu acervo, ao longo de anos de pesquisas sobre o tema. Assim, relatos originais e documentos (abrigados em arquivos públicos), bem como recortes de jornais revistas, fotos e livros me inspiraram como ‘caminhos’ para essa história”, explicou.

Contudo, a escritora pontua que, apesar de que “muitos documentos foram citados em outros livros e artigos sobre o tema” utilizou novas revelações para compor sua obra. “Porém   como Imigração Polonesa é um assunto agora recorrente em Brusque, por conta da descoberta que muitas pessoas estão fazendo sobre sua ascendência, resolvi (re)aproveitá-los, para que tenham conhecimento sobre sua história”, acrescentou. A obra já estará à venda na noite de lançamento, ao preço de R$ 40.

Em 214 páginas Maria do Carma relata uma história de luta. “Os poloneses chegaram com toda sorte de dificuldades, surpreendidos por um país completamente diferente do seu em relevo, clima, vegetação, costumes… Talvez isso tenham me encantado, saber o quanto enfrentaram na sua trajetória de emigrantes a imigrantes, chegando a um local de mata a ser desbravada, vida a ser construída”, narrou.

Conhecido por narrar a história açoriana, Maria do Carmo relembra que “antes da praia, com sua bonita história de colonização açoriana, os imigrantes poloneses fizeram parte da minha lista de preferência, digamos”. Mas, no litoral, a paixão pelo tema fez a história polaca ficar em um plano secundário. “Tanto que, ao ‘aportar’ em Penha em 2002, resolvi deixá-los de lado, em modo espera, pois me apaixonei pelos caminhos das bandeiras do Divino, pelo batuque do Natal dos Pretos, pelo envolvimento de alguns alunos com a Farra do Boi”.

Em Penha, foram 15 anos de convivência com o resgate cultural de cultura de base açoriana, resultando no livro Relicário do Divino e mais de 100 artigos. Para Maria do Carmo, sua nova obra busca “manter a memória do início de vida e da permanência em território do Sul do Brasil  dos imigrantes chegados em agosto de 1869”, finalizou.

Foto por: Felipe Bieging

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