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segunda-feira 26 de fevereiro de 2024


Mata ciliar do Rio Piçarras será recuperada, afirma Fundema

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A Fundação do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (FUNDEMA) vai realizar a recuperação de 49.550 metros quadrados de mata ciliar do Rio Piçarras, degradados durante as obras de desassoreamento realizadas em 2011. O lapso temporal para efetiva recuperação ribeirinha se deu por conta da conclusão do processo administrativo e a obtenção da licença do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

“A Fundema colaborou com o processo que finalizou neste ano e fará, junto à Baltt Empreiteira (que dragou o rio a época), a recuperação ambiental da área, que é de extrema importância para o nosso ecossistema. Queremos agir o quanto antes; o meio ambiente já perdeu demais nesse tempo todo”, explicou o presidente da Fundema, Marcos Zaleski. As obras devem começar no prazo de 60 dias.

A área total foi dividida em zonas pontuais de recuperação. Elas estão nos bairros Santo Antônio (próximo ao Museu Oceanográfico Univali), Nossa Senhora da Paz (margens da Ilha do Socó) e Centro (próximo ao bairro Itacolomi). Mais de 2.600 mudas de espécies nativas serão plantadas no local, junto de outras ações de recuperação, como as atividades de desassoreamento das valas de drenagem.

“Faremos a retirada das espécies exóticas invasoras e nos trechos que o solo está altamente degradado será enriquecido pela incorporação de matéria orgânica e adubo visando a recuperação da fertilidade e das condições físicas e biológicas para garantir o bom desenvolvimento das espécies nativas, que é importantíssima para permitir a ação da maré sobre a área e o reinício do processo de regeneração natural”, detalhou Marcos.

O trabalho será desenvolvido numa parceria entre a Secretaria de Obras e Baltt. “Tivemos a iniciativa de envolver a empresa, já que ela também é responsável pelo dano causado. Dessa forma desoneramos os cofres públicos e cumprimos com o nosso dever junto ao meio ambiente”, frisou Marcos.

Entenda o caso

Em 2011, o Governo Municipal contratou, por meio de licitação, a empresa Baltt Empreiteira para execução a obra de drenagem do Rio Piçarras A teve um custo de cerca de R$ 9,8 milhões. Em 2012, o IMA (ainda FATMA), notificou o município pela supressão da vegetação nativa sem autorização do órgão. Em 2013, técnicos do IMA e da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Sustentável constataram in loco a forte degradação do solo e a plantação clandestina de espécies exóticas de reflorestamento – Eucaliptus – em um trecho destinado ao reflorestamento. Com objetivo de recuperar o dano ambiental, o IMA iniciou processo administrativo para apurar responsáveis e quantificar o dano, concluído agora.

 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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