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Piçarras
sexta-feira 1 de março de 2024


Prefeitura autoriza obras emergenciais para recuperar trecho atingido pela ressaca

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A Prefeitura de Balneário Piçarras realizou hoje, segunda-feira (22), a reunião para avaliar medidas emergenciais e preventivas para reconstrução do trecho de 150 metros atingido pela ressaca deste final de semana (20 e 21). De imediato, sacos de areia serão utilizados para recompor o setor e também para amenizar o impacto de futuras ressacas. As obras devem iniciar assim que a situação da maré se estabilizar.

“Iremos fazer a reconstrução desse pequeno trecho destruído e utilizar bags (sacos) de areia para amenizar efeitos de ressacas, diminuindo sua potência junto à costa. Já observamos também a necessidade de complementar o local com areia”, confirmou o prefeito durante a reunião, que contou também com a participação do setor de engenharia da empresa Alleanza Projetos e Consultorias – que desenvolveu o último projeto de engordamento da praia e de construção dos molhes.

A engenheira da Alleanza, Daysi Nass dos Santos, detalhou que os sacos de areia têm como principal função diminuir a energia das ondas em seu impacto. “Os bags irão atuar como uma proteção emergencial, diminuindo a energia das ondas, protegendo a infraestrutura e oferecendo tempo para que a praia possa recuperar seu estado natural. É uma medida de emergência, junto a recomposição de parte da berma da praia”, esclareceu. 

Na visão da especialista, um complemento de areia é fundamental para o trecho. “Depois da colocação dos bags, será necessária a aplicação de um projeto de engordamento da praia naquele trecho, como meio de auxílio à praia na reposição de areia”, recomendou. Para a realização da obra, a Prefeitura já tem dinheiro em caixa através do Fundo de Manutenção da Praia – FUMPRA.

De acordo com o prefeito, a intenção de realizar obras de impacto para diminuir os efeitos de ressacas já é existente. “Ainda neste ano queremos começar as obras de prolongamento dos molhes, em cerca de 80 metros cada, e a alimentação artificial de areia em pontos específicos da praia, incluindo o local atingido”, explicou Leonel.

Durante a reunião – que teve também a participação da Defesa Civil Municipal, Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Secretaria de Obras, Fundação do Meio Ambiente (FUNDEMA) – um relatório fotográfico e vídeos de drone foram utilizados para verificar atuação do mar durante as últimas 24 horas.

“Pudemos constatar que o mar atingiu pontualmente ao lado norte do molhe, ocasionando danos à infraestrutura do local. De 1.650 metros de calçadão em deck, apenas 150 metros foram danificados, ou seja, 9% do total. Este é um evento extremo que não atingiu apenas a nossa praia, mas grande parte do litoral catarinense”, esclareceu a coordenadora de Defesa Civil do município, Carla Krug.

Decreto de emergência
A Defesa Civil trabalha neste momento na verificação legal quanto à decretação de situação de emergência. “Estamos calculando o montante total dos danos para definir a caracterização do porte do evento. Pontuamos uma possível decretação daquele trecho em específico, observando que a praia não foi atingida por inteira”, frisou Carla.

Recuperação das árvores

As duas árvores que foram atingidas serão replantadas. “Os sombreiros fazem parte do nosso paisagismo, estética e ecologia local. Já fizemos uma avaliação nas duas árvores e vamos tentar a recuperação através do levantamento e estabilização do sistema radicular para garantir que as árvores sejam recuperadas e preservadas”, assegurou o presidente do órgão, Marcos Zaleski.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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