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Piçarras
sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


Prefeitura de Balneário Piçarras contabiliza prejuízo de R$ 1,4 milhão após ressaca

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Cálculos da Prefeitura de Balneário Piçarras, para fins orçamentários de recuperação imediata e projetos futuros, apontam que a ressaca que destruiu os 150 metros iniciais do setor norte da praia gerou um prejuízo de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. “Temos que deixar a praia pronta para o verão”, garantiu o prefeito Leonel José Martins (PSDB).

Para recuperação imediata da situação, o Governo trabalha na elaboração dos projetos para instalação de bags de areia e reconstrução de toda infraestrutura existente anteriormente. Tais ações ficariam na casa dos R$ 275 mil e independem de licenciamento ambiental, devendo começar nas próximas semanas.

“Primeiro a gente precisa estabilizar aquela situação. Nós estamos com um orçamento para muro de contenção, bags de areia, reconstrução dos decks, iluminação e o depósito de 20 mil metros cúbicos de areia – que é o prejuízo causada pela ressaca – de aproximadamente R$ 1.404.000,00”, detalhou. Tal valor será solicitado junto à Defesa Civil do Estado.

“20 mil metros cúbicos de areia devem estar na casa de R$ 1.130.000,00”, acrescentou o gestor municipal. A recomposição de areia acontecerá futuramente, após elaboração de projeto técnico e licenciamento ambiental – em paralelo com um futuro engordamento da faixa de areia do setor central. “Precisamos de um projeto que nos dê garantia de que a areia vai permanecer ali. Eu tenho respeito com o dinheiro público”, complementou.

Na visão do Governo, a erosão no trecho começou a ser notada em 2016 – quato anos após os molhes de pedra terem sido construídos. Pelo fato de existir erosão ao norte dos dois espigões, Leonel acredito que eles possam ter influência direta. Seus projetos originais previam 120 metros, mas por conta de escassez de recursos a época, foram feitos com 80 metros.

“A partir de 2016 começamos a notar uma pequena erosão. Em setembro do ano passado, uma ressaca retirou um volume mais considerável. Mas, a própria natureza recompôs. Cerca de 70% da areia voltou naturalmente […] Agora, foi uma ressaca em maio e outra em julho, sem tempo de recuperação natural”, detalhou. A intenção de Leonel de construir os 40 metros adicionais previstos no projeto e também incrementar com alguma outra medida.

“A região central precisa sim de uma pequena recomposição, mas hoje nosso grande problema e no trecho inicial do Norte. Ficou claro que precisamos pensar em algo para também prevenir a erosão na região Norte”, adiantou. Atualmente, o Governo possui R$ 18 milhões no Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra), que certamente será usado para tais ações de recomposição da areia – que serão definidas apenas com o término do novo estudo.

SACOS DE AREIA

A engenheira da Alleanza – empresa que desenvolveu os últimos projetos de recuperação da praia – Daysi Nass dos Santos, detalhou que os sacos de areia têm como principal função diminuir a energia das ondas em seu impacto. “Os bags irão atuar como uma proteção emergencial, diminuindo a energia das ondas, protegendo a infraestrutura e oferecendo tempo para que a praia possa recuperar seu estado natural. É uma medida de emergência, junto a recomposição de parte da berma da praia”, esclareceu.  Na visão da especialista, um complemento de areia é fundamental para o trecho. “Depois da colocação dos bags, será necessária a aplicação de um projeto de engordamento da praia naquele trecho, como meio de auxílio à praia na reposição de areia”, recomendou.

 

Foto por: Felipe Bieging

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