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sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


Primeiro Complexo Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil pode ser instalado em Penha

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O Instituto Hestia e a Prefeitura de Penha assinaram na tarde desta quinta-feira, 27, uma carta de intenções que pretende promover a instalação do primeiro Complexo de Ciência e Tecnologia do Brasil. O Governo Municipal se comprometeu a ceder 11 hectares de área pública ao Instituto, que além da instalação, também se compromete a levar obras de urbanização, tecnologia e investimento social à região de São Francisco de Assis – interior da cidade.

“Os benefícios serão em prol de todo o município”, garantiu o prefeito Aquiles da Costa (MDB). Após instalado, a proposta é ousada: pelo menos 40 mil cientistas deverão circular por ano no complexo, que terá 14 laboratórios com tecnologia de ponta, atraindo pesquisadores de todo o país para a cidade, e que irão incrementar o movimento na rede hoteleira, comércio e de serviços. “Estamos otimistas com essa iniciativa, pois nossa cidade só tem a ganhar”, reforçou o prefeito.

“Será um centro aberto para os 1,7 milhão de profissionais da área de tecnologia e pesquisa que existem no Brasil, além também de pesquisadores de toda a América Latina, principalmente os países vizinhos da América do Sul”, explicou o diretor superintendente da Hestia, Etney Neves. “Todas as instituições de pesquisa do país, públicas ou privadas, podem se associar ao complexo e proporcionar o acesso de seus pesquisadores. Vai ser o único centro da América Latina dessa natureza”, completou.

A previsão é que o complexo fique pronto no máximo em três anos, a partir da cessão de uso das terras pela administração pública. “O primeiro passo, que era assinar a carta de intenções já foi dado”, indicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Penha, Max Riesemberg Bastos. “Agora virá a lei cedendo essas terras para a construção do complexo, como também vamos elaborar uma lei de incentivo fiscal para este e outros empreendimentos do mesmo tipo no município”, adiantou.

“O Instituto não tem fins lucrativos; seu objetivo é tornar ideias cientificamente amadurecidas em tecnologias e produtos. Mas a médio prazo acreditamos que até R$ 100 milhões em investimentos em pesquisa alcancem o laboratório, gerando royalties que serão investidos no próprio complexo e em Penha”, complementou o diretor do Instituto. Diretamente, o instituto já prevê a contratação de 91 profissionais da área de ciência e tecnologia para dar suporte aos pesquisadores que visitem e usem o laboratório.

PRODUTO DESENVOLVIDO

O primeiro produto desenvolvido pelo Instituto Hestia inclusive será lançado dentro de um mês, já em Penha: uma embalagem industrial ecológica para a comercialização de castanhas colhidas por índios caiapós. “Iremos realizar um evento para a divulgação desse produto, que será a primeira vitrine do Instituto Hestia”, finalizou Etney.

Foto por: Divulgação

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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