25.4 C
Piçarras
domingo 25 de fevereiro de 2024


Balneário Piçarras investe R$ 28 milhões em obras de mobilidade

Ouça a Matéria

O Governo Municipal de Balneário Piçarras vem aportando recursos estimados em R$ 28 milhões em cinco obras de fomento as áreas de mobilidade e estímulo ao turismo e economia. A reurbanização da Avenida Getúlio Vargas, reconstrução da ponte sobre o Rio Piçarras e a reabertura do trecho Norte da Beira Mar já estão em execução, enquanto os trabalhos de prolongamento dos molhes e reestruturação trecho Sul da Beira Mar ainda aguardam o desfecho contratual para serem anunciadas.

“O que nós pensamos com essas obras? A nossa cidade passa por um crescimento muito grande e ela precisa se apresentar cada dia melhor, ela precisa ser mais atrativa para o investidor e gerar orgulho em seu morador. O investidor vindo à cidade, gera emprego e renda, o comércio é quem cresce”, analisa o prefeito, Leonel José Martins. Ele pontua que as obras possuem focos específicos, mas que juntas podem fazer o município destoar ainda mais dos demais.

“Nos últimos quatro, cinco anos, Balneário Piçarras teve um índice de desenvolvimento muito grande. É uma cidade que se destacou na região e que atraiu muitas empresas da construção civil, muitas. Esse é o caminho para que a cidade consiga ser autossustentável, ter sua receita elevada e a administração municipal consiga promover investimentos em outras regiões de forma equiparada”, acrescentou Leonel. Já iniciada, a abertura do trecho Norte da Avenida José Temístocles de Macedo (Beira Mar) tem a maior injeção financeira.

Nesta obra, são R$ 6.339.099,10 – oriundos do Fundo de Manutenção da Praia (FUMPRA) e financiamento via Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE. Drenagem pluvial com sistema de canaletas, pavimentação da via em paver, vias de uso específicas para pedestres e ciclistas com ciclofaixa, passeios com acessibilidade em ambos os lados, sendo do lado oeste com paver e do lado leste em deck de madeira com mobiliário urbano, passarelas, nova iluminação com fiação subterrânea e bolsões de estacionamento estão no projeto.

“Do jeito que está, é uma área totalmente insegura e com reflexos negativos para todo o bairro Itacolomi. Hoje, é uma área de difícil acesso e sem iluminação. Uma região que estava virando um lixão. Essa obra é um pedido de mais de 20 anos daquela população”, analisa o prefeito. A extensão da obra é de aproximadamente 1,7 quilômetros, indo até a descida da Rua 3750, e vem sendo realizada com base em diversos estudos ambientais para máxima preservação da restinga. Iniciada em abril, o prazo de conclusão é de nove meses.

As obras de reurbanização da Avenida Getúlio Vargas, a entrada da cidade, estão sendo executadas com investimentos de R$ 4.293.953,29 – via financiamento do BRDE. Ao todo, serão 13.161,20 m² reurbanizados, o que contempla toda a extensão da via, com um novo sistema de drenagem pluvial, implantação de calçadas padrão, nova pavimentação asfáltica, sinalização, ciclovia, travessias elevadas, pontos de ônibus padronizados, mobiliário urbano e novo projeto de iluminação pública.

“A Getúlio Vargas é a porta de entrada da nossa cidade. Quero mostrar à nossa população e quem nos visita que a nossa cidade é bonita, seu potencial de crescimento”, enaltece o gestor público municipal. Iniciada em abril e com prazo de nove meses para conclusão, a obra está sendo desenvolvida em três etapas como forma de impactar com menor força o funcionamento dos comércios ao longo da avenida.

Na visão de Leonel, os cerca de R$ 28 milhões investidos terão reflexos em todos os setores do município, envolvendo elevação de renda e desenvolvimento social. “Nós direcionamos a maior parte da nossa receita à Saúde e Educação, por entender que são áreas cruciais. Um povo educado tem maiores oportunidades na vida. Agora, estão desenvolvendo essas obras que entendemos ser de grande valia para o progresso da cidade e que irão refletir em todo o contexto de crescimento social, gerando emprego, renda e visibilidade”, enaltece.

Pela complexidade dos projetos e a fonte financeira ser proveniente do Fumpra (que precisou de tempo para ganhar volume considerável) e BRDE (que demorou a liberar os valores diante da análise criteriosa dos projetos e também falta de recursos no ano passado), Leonel explica que não teve condições de iniciar as obras anteriormente. “Poderíamos ter feito essas obras antes? Dificilmente. São obras com aporte de financiamento, com um processo de análise muito criterioso e que demandam tempo e saúde financeira para sua solicitação. Só superamos essas etapas no final do ano passado”.

Nova ponte sobre o Rio Piçarras potencializa o setor pesqueiro e náutico

A nova ponte sobre o Rio Piçarras – na divisa com Penha – tem um valor contratado de R$ 3.333.333,33. “A ponte se faz necessária porque a parte de infraestrutura está bastante corroída, muito corroída pela maresia. Se não for refeita, ela vai cair, cedo ou tarde. Ela também vai dar mais segurança às pessoas, pois é uma ponte mais larga e com passagem protegida aos pedestres”, assegura Leonel. A atual estrutura foi erguida na década de 60.

Pelo projeto, já em execução desde maio e com prazo de término de 8 meses, atenderá a demanda atual terrestre e náutica, possuindo um viés turístico e uma estrutura mais larga, contemplando áreas protegidas para pedestres, ciclofaixa e espaço para contemplação. A estrutura contará com 58,8 metros de comprimentos, 5,48 metros de altura e um vão livre de 28 metros, que permitirá a navegação de barcos com até 60 pés. “Ela (atual ponte) também se mostra limitadora do crescimento dos setores pesqueiro e náutico. Cada dia mais o pescador busca uma embarcação maior, para elevar seu poder de captura, para aumentar sua segurança no mar. Hoje, há uma dificuldade de entrada e de saída rumo ao oceano”, reforça Leonel.

A presidente da Colônia de Pescadores de Balneário Piçarras, Adriana Ana Linhares, observa que a ponte potencializará a pesca artesanal no município. “Os pescadores enfrentam muitas dificuldades no entrada e saída do mar. Muitos acabam não investindo em embarcações maiores porque, principalmente em períodos de cheia, não conseguem passar pela ponte”.

Para o empresário do setor náutico, Joine Victorino, a obra irá alavancar ainda mais o crescimento da cidade “É essencial para o desenvolvimento econômico. Vai agregar para o comércio, construção civil e todo a rede de serviços turísticos da cidade, além de trazer uma qualidade de turismo diferenciada, no qual também será usufruída da nossa mão de obra local”, frisa.

Trecho Sul e ampliação dos molhes em contratação

As obras para revitalização do setor Sul da Avenida José Temístocles de Macedo (Beira Mar) e ampliação dos Molhes (Central e Norte) ainda estão em processo de contratação. As licitações já foram promovidas, mas estão em processo de análise documental ante de serem homologadas. As obras têm custo estimado em R$ 12.129.608,44 e R$ 2.008.629,61 – sucessivamente.

A execução do projeto na Beira Mar busca a substituição de pavimentação, aplicação de uma nova drenagem pluvial, execução de ciclovia, ordenamento do trânsito, ampliação de largura de passeio com acessibilidade e sinalização viária, bem como da distribuição de equipamentos, mobiliários urbanos e arborização – até a região da Barra Sul. As vias de acesso (Ruas 260, 320, 670, 800, 1000, 1160, 1220 e 1250) também serão contempladas – no trecho de ligação entre a Avenida Nereu Ramos e a Beira-Mar com pavimentação e calçadas-padrão acessível. O projeto conta ainda com a urbanização dos molhes Norte e Central.

O recurso é do Fundo de Manutenção da Praia (FUMPRA) e outras contribuições. “Será uma avenida larga, de forma que quando tiver que ser fechada para alguma atividade social, se torne um enorme calçadão. Uma proposta conceito para a região central e que beneficiar toda a cidade”, categoriza, Leonel.

Já os molhes serão ampliados em 80 metros, conforme projeto original, como forma de dar maior estabilidade à praia durante os períodos de ressaca. “A perda de areia da célula Norte poderia ser diminuída através de prolongamento dos espigões. O estudo recomendou que os espigões existentes sejam prolongados de 60m a 80m”, frisa a engenheira especialista em áreas costeiras, Daysi Nass dos Santos.

 

­

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
Desde 1989 informando a comunidade. Edição impressa semanal sempre aos sábados.

Confira também
as seguintes matérias recomendads para você