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Piçarras
sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


CDL de Balneário Piçarras manifesta descontentamento com decisão do Comitê de Crise

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A Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Piçarras manifestou descontentamento com a decisão do Comitê de Crise Municipal que analisa as ações de Prevenção e Combate ao Coronavírus – que fechará a construção civil por 15 dias e restringir a circulação de pessoas das 22h às 06h por 30 dias. Para a presidente da entidade, Erlaine Eugênio – que buscará uma reunião com o Governo Municipal – as medidas trarão enormes “prejuízos à economia local”.

“Já foram fortemente prejudicadas financeiramente com a quarentena decretada pelo Governo Estadual e agora tende a ser prejudicada novamente com este decreto municipal de interromper a construção civil, pois grande parte da economia daqui gira em torno deste segmento”, avalia. Um ofício já foi remetido ao Governo, solicitando uma reunião emergencial com o prefeito Leonel Martins.

Ela observa que, com as recentes flexibilizações das atividades e fomento a normas pessoais de prevenção, promover o bloqueio de obras civis – principalmente – pode gerar impactos ainda mais catastróficos na economia. “Neste exato momento, os empresários estão buscando soluções para seus estabelecimentos e uma medida assim pode retroceder a economia. Esta decisão foi amplamente divulgada na região e poderá prejudicar a possibilidade da retomada do crescimento econômico”, observa.

Empresários da construção civil citam que, além de prejuízo financeiro com a paralisação das obras, há também a questão da imagem turística e crescimento de Balneário Piçarras – que na visão deles – pode se manchada por conta da proporção midiática que a decisão ganhou, impactando futuramente em todos os setores econômicos.  Na região Norte de Balneário Piçarras, há pelo menos 8 grandes canteiros de obras que empregam centenas de trabalhadores.

A CDL acredita que outras medidas poderiam ter mais eficácia no combate à proliferação da doença. O associado da entidade e empresário do ramo elétrico, Daniel Filho, acredita que “essa parada da construção civil não é a melhor maneira de frear a proliferação do vírus, visto que causa um impacto na economia local.  Na minha visão a decisão mais pertinente seria intensificar a fiscalização, forçando ainda mais a utilização dos meios de proteção”.

Segundo o Comitê de Crise Municipal a suspensão das atividades da construção civil inicia a partir de segunda-feira (1), com duração de 15 dias. A Secretaria da Saúde pontua que nos últimos 10 dias, os casos de Covid-19 em Balneário Piçarras cresceram mais de 200%, passando de 15 casos confirmados (em 19 de maio), para 46 casos (em 28 de maio). “Na construção civil é onde está a maioria dos casos de Balneário Piçarras nos últimos dias”, assegura a secretária Regiane Basso.

O toque de recolher é válido a partir de sábado (30), com duração de 30 dias, possibilitando a permanência de apenas farmácias, postos de gasolina e mercados sem consumo no local. “O toque de recolher servirá como um sinal de alerta para a população. A fiscalização atuará com medidas orientativas em primeiro momento e, depois, com a cassação de alvará de estabelecimento que não cumprir com a medida”, enfatiza a Coordenadora da Defesa Civil, Carla Krug.

Foto por: Marcelo Sokal

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