A construção civil de Balneário Piçarras vive um de seus melhores momentos na história. Com um volume recorde em metragem quadrada sendo lapidada, o direcionamento estratégico do município tem atraído novas empresas do segmento, diversificando o padrão construtivo e elevando a notoriedade do município. Somente este ano, 280 mil metros quadrados já possuem o alvará de construção da Secretaria de Planejamento.
“Eu vejo que a gente quebrou a barreira daquele período estacionário que a cidade vivia. Criávamos uma expectativa de que Balneário Camboriú estava cheia e seria a nossa vez. Daí, o crescimento foi para Itapema, depois seguiu para Navegantes. Agora, eu vejo a nossa vez chegou”, analisa o prefeito, Leonel Martins. Ele observa que o posicionamento de investimentos públicos, ações apresentação da cidade foram essenciais para essa mudança.
Verner Dietterle, da CAS Empreendimentos divide da mesma visão. Para ele, a certificação internacional do Bandeira Azul, obras de saneamento básico, coleta seletiva e direcionamento turístico foram determinantes na hora de tomar a decisão de investir na construção de dois prédios na cidade. “Eu posso dizer que Balneário Piçarras faz sua lição de casa. Balneário Piçarras está cuidando da sua cidade como tem de cuidar”, observa.
O diretor presidente da Rôgga Construtora, Vilson Buss, acredita também que o crescimento se deve à melhora da qualidade de vida na cidade. “Além dos investimentos do setor privado para o crescimento e estruturação da cidade, vemos também o investimento por parte dos governantes em saúde, educação e infraestrutura. Acompanhamos isso desde a nossa fundação, e nos últimos 13 anos observamos com bons olhos o que reforça positivamente nossa estratégia de continuar a investir em um dos principais paraísos naturais da região norte do estado”.
Para o prefeito da cidade, tudo isso fez com que a cidade atraísse empresas que antes optavam por cidades maiores. “Agora, nós estamos atraindo empresas que investiam nessas regiões para a nossa cidade. Hoje, temos empreiteiras de Blumenau, Jaraguá do Sul, Guaramirim, Navegantes, Joinville. Sem contar outras empresas grandes que estão vindo agora, de grupos estrangeiros e que também querem construir aqui”, completa Leonel.
Esse crescimento é sentido, principalmente na área da corretagem de imóveis – principalmente “dos dois últimos anos pra cá. Cresceu muito as oportunidades de vendas para todos os públicos – inclusive a procura de imóveis de alto padrão, algo que não existia até então”, afirma o corretor de imóveis, com onze anos de experiência no mercado, Fabiano Silva. “É a cidade onde as construtoras estão de olho e muitas famílias e investidores procurando por ser uma cidade com praia limpa onde tem saneamento, isso ajuda muito a crescer”, complementa.
Em números ainda mais precisos da Secretaria de Planejamento, em 2019 os projetos somaram 393 mil metros quadrados (498 projetos), contra 171 mil metros quadrados de 2018 (339 projetos). Em 2017, foram 229 mil metros quadrados (310 projetos). Este ano, já há 280 mil metros quadrados com o alvará de construção (269 projetos). Os dados são os maiores já registrados pelo município – ao menos desde que os dados passaram a ser arquivados digitalmente, transição que ocorreu em 2010.
Balneário Piçarras possui um posicionamento estratégico, geograficamente analisando. Essa questão também é levada em conta pelas empreiteiras. Está entre grandes cidades do Estado e próxima à região metropolitana de Curitiba. “Sua proximidade com a BR-101 e o fácil acesso aos principais aeroportos da região, acaba transformando a cidade em um grande refúgio de belezas naturais, somada ainda a uma orla de 7km de extensão com certificação internacional de balneabilidade”, reforça o diretor presidente da Rôgga.
Construção civil: geradora de empregos diretos e indiretos
As construções são variadas. Vão desde os populares geminados até prédios na casa dos 19 andares. O gestor público e os próprios empreendedores também observam nesse cenário a geração de emprego e fomento de renda. “A construção civil é uma das maiores propulsoras da economia nacional. Um novo empreendimento movimenta toda uma cadeia de produtos e serviços, consideramos que a construção é um dever social junto à sociedade, gerando renda e movimentando a economia de forma geral”, contextualiza Vilson.
Com obras durando cerca de 4 anos, um canteiro de construção pode chegar a envolver cerca de 150 profissionais ao longo da concretização do projeto. “A construção civil é uma das áreas que mais gera emprego. Cada canteiro de obras é uma pequena empresa. Hoje, não se constrói um prédio com menos de 60, 70 funcionários – fora a cadeia externa”, calcula Verner.
No ano passado, por exemplo, foram pouco mais de 393 mil metros quadrados analisados pela Secretaria de Planejamento – números que obviamente sofreram redução este ano por conta do momento pandêmico que o mundo vive. No entanto, seguem expressivos. “O volume de projetos continua muito acelerado. A construção civil é uma geradora muito forte de emprego e renda na cidade”, finaliza Leonel.
Dados atualizado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Produto Interno Bruto de Balneário Piçarras foi o quarto no estado com o maior percentual de crescimento entre os anos de 2016 a 2017 entre todos os municípios catarinenses. Os valores finais passaram de pouco mais de R$ 594 milhões para R$ 839 milhões, uma elevação de 41,10%. Esses valores correspondem aos bens e serviços que o município produziu ao longo do período, na agropecuária, indústria e serviços – que na visão dos economistas, significam recessão em caso de dados negativos ou crescimento em situação positivas.
Foto por: Felipe Franco





