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Piçarras
domingo 3 de março de 2024


Cooperativa pede que população guarde os recicláveis até o final da quarentena

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Em meio à paralisação quase que completa das atividades econômicas em todo o Brasil, atitudes de conscientização podem garantir uma recuperação em menor tempo de alguns setores. Os trabalhadores da área de reciclados, através da Cooperativa Costa Verde Mar, de Balneário Piçarras, iniciaram uma campanha para estimular que a população guarde os recicláveis até que o serviço de coleta seletiva do município retome suas operações.

“Não descarte materiais recicláveis no lixo comum durante a quarentena”, adianta a presidente da Cooperativa, Eliane Danilau. Com 42 toneladas de resíduos recebidos entre dezembro e fevereiro, o trabalho se reduziu a zero desde a determinação de quarentena e a paralisação do serviço municipal da coleta seletiva. “Muitas famílias ficarão sem renda, mas a população pode reduzir esse impacto guardando o material até que o serviço retorne”, pediu.

Caso a quarentena termine dentro do atual prazo imposto (a meia noite da terça-feira, 31), ainda restam alguns dias sem atividade laboral das famílias. “Minha preocupação frente a Cooperativa é com essas famílias, pois as mesmas dependem desse trabalho. Por isso pedimos a toda sociedade que armazenem seus recicláveis em um lugar limpo e seco, pois esses geram trabalho e renda para seis famílias hoje”, reforçou Eliane.

Atualmente, dez famílias sobrevivem dos reciclados. Todos estão, sob a recomendação governamental e também da própria Cooperativa, parados. “O principal foco é garantir a saúde de todos, pois estamos vivendo um cenário de preocupante que assola o mundo. Hoje, considerando as medidas legais de prevenção a saúde de todos, estamos com as atividades paralisadas e também a coleta seletiva não está sendo realizada”, acrescentou.

Além do aporte do serviço de coleta da Prefeitura, as famílias trabalham na rua por conta. Mantém uma rotina de anos nesse meio. Mas, agora estão em casa. Resíduos como papelão, papéis, livros, garrafas, vidros, plásticos, PVCs, ferro, sucatas, eletrônicos, eletrodomésticos e roupas eram lapidados diariamente na Cooperativa. “Sendo que 40% dos materiais podem ser reutilizados”, quantifica a presidente Eliane.

Os trabalhos da Cooperativa iniciaram em 22 de dezembro do ano passado. Hoje, seis pessoas atuam na triagem dos materiais coletados. “Nossa comercialização está sendo diretamente com indústrias, pois um dos objetivos da cooperativa e dar destino correto aos resíduos”, reforçou Elaine. A criação da cooperativa foi estimulada pelo Poder Público, como incremento justamente ao início da coleta seletiva na cidade.

O trabalho ainda está em fase de estruturação na cidade. Receberá aporte por meio do Recicla Aí, mas, até que que avanço se confirme a Cooperativa busca “parcerias com empresas e instituições, pois muitos projetos de inclusão social precisam ser desenvolvidos para que realmente atenda o objetivo geral da Cooperativa que é de Inclusão dos catadores. Uma Cooperativa transforma uma cidade”, finalizou Eliane.

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