A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural liberou nesta sexta-feira, 18, a retirada, consumo e comercialização de marisco e ostras produzidos na Praia Alegre e Armação, em Penha – que estava interditada desde o dia 19 de agosto. Perequê, Ilha João da Cunha e Araça, no município de Porto Belo, também foram liberados.
A liberação ocorreu após dois resultados laboratoriais negativos para a presença de ficotoxina Ácido Okadaico – também conhecida como toxina diarreica – acima dos limites permitidos. Quando consumida por seres humanos, essa substância pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) divulgou a liberação na sexta-feira, 18. Contudo, durante todo o período de interdição, os 47 maricultores de Penha estimam prejuízos na casa dos R$ 50 mil.
Para o responsável técnico da categoria, o professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Gilberto Manzoni, “o monitoramento é importante e que diferencia Santa Catarina de qualquer outro estado do Brasil a nível de qualificação do produto que é cultivado. O monitoramento que é feito pelo Ministério da Agricultura é fundamental para certificar o produto que chega até o consumidor”.
Contudo, a categoria questiona a demora nas análises e também a metodologia utilizada – apesar de seguir normativas internacionais. “O monitoramento ninguém discute. O que a gente vem discutindo é a demora no resultado das amostras. Entre a coleta na área de cultivo e a liberação dos resultados são praticamente 72h”, questiona o professor. “É uma normativa internacional, mas, vale uma avaliação. Para interditar basta um resultado positivo. Para liberar, são necessários dois negativos”, encerra Gilberto.





