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quarta-feira 22 de julho de 2026

Estado volta a interditar retirada e consumo do marisco de Penha

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A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural voltou a interditar os cultivos de ostras e mexilhões das localidades de Praia Alegre e Armação do Itapocorói, em Penha, devido a presença de ficotoxina Ácido Okadaico – também conhecida como toxina diarreica – acima dos limites permitidos. A partir desta quinta-feira, 1º de outubro, está proibido retirar e comercializar ostras, mexilhões e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia dessas áreas.

As duas regiões haviam ficado interditadas entre 19 de agosto a 18 de setembro pelo mesmo motivo. Durante aquele período, a classe estimou perdas acima dos R$ 50 mil. A toxina nos mexilhões e ostras, quando consumida por seres humanos, pode ocasionar náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia.

Além disso, as áreas de Barra e Laranjeiras (Balneário Camboriú), Sambaqui, Santo Antônio, Cacupé e Ponta de Baixo (Florianópolis) e Barra do Aririú (Palhoça) tem as mesmas proibições.

Monitoramento constante

A Cidasc intensificou as coletas para monitoramento das áreas de produção de moluscos interditadas e arredores. Os resultados dessas análises definirão a liberação ou a manutenção da interdição. Os locais de produção interditados serão liberados após dois resultados consecutivos demonstrando que os moluscos estão aptos para o consumo.

Santa Catarina é o único do país que faz o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

 

 

Foto por: Felipe Franco

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