Trinta e um grandes temas da história de Penha marcaram o mês do aniversário do município, celebrado no dia 19 de julho. Nas postagens do “Projeto Origens – Penha do Itapocoróy”, a Fundação Cultural de Penha relembrou fatos importantes da trajetória municipal através de postagens em rede social – que tiveram grande aceitação.
“A aceitação pública é sempre uma variável que depende muito do tema abordado. O sucesso, creio eu, é devido ao acompanhamento dos textos relatados com imagens de um acervo que busquei construir com muita pesquisa e dedicação”, opina o superintendente da Fundação Cultural Municipal de Penha, responsável pelo projeto, Eduardo Bajara de Souza.
A Fundação contabiliza cera de 3 mil likes via Facebook, somando ainda 600 comentários e aproximadamente mil compartilhamentos. “O principal objetivo do projeto foi de resgatar e registrar fatos e dados históricos e por fim promover o acesso público a esses registros”, acrescentou Bajara. As postagens foram feitas ao longo de todo o mês de julho, uma por dia.
A primeira delas foi falando sobre as origens de Penha quando Itapocoróy ainda integrava a Vila de São Francisco do Sul. Bajara ainda abordou a origem do nome Itapocoróy, a trajetória da Capela São João Batista, os impactos dos tratados de Tordesilhas e de Santo Ildefonso na comunidade local, a Real Armação Baleeira de Itapocoróy e a pesca artesanal.
“Estamos implantando agora a Fundação Municipal Cultural de Penha. Tanto este Projeto Origens como o da Festa do Divino, serão registrados em meios virtuais da Fundação como uma espécie de Museu Histórico Virtual”, antecipa o professor. Por enquanto, ainda é possível fazer a leitura através da rede social do superintendente.
A trajetória do principal escritor de Penha, Claudio Bersi de Souza também foi abordada, assim como a cartografia e a arquitetura locais, as Festas do Açor e do Marisco, o Mastro de São Sebastião, a origem dos sobrenomes locais e as lendas e crendices de Penha. Bajara aproveitou para falar um pouco de Beto Leite, considerado por ele o “Doutor Cultura” de Penha, a emancipação, a maricultura, o Natal dos Pretos e o fandango de São Gonçalo.
Os registros saíram do vasto arquivo local de Bajara. O superintendente frisa que não foi fácil selecionar assuntos e definir uma mínima ordem de importância, já que em termos da rica história local, tudo é belo e merece ser contado. “Há sim ainda muitas histórias a serem contadas e registradas, porém agora estou reorganizando os arquivos e pesquisando mais dados, para poder dar uma continuidade às postagens, não mais de forma diária, mas talvez quinzenal ou até mensal”, finalizou Bajara.





