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Piçarras
sábado 25 de julho de 2026

Prolongamento dos molhes Norte e Central devem elevar estabilidade da praia

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As obras de prolongamento dos molhes Norte e Central, da praia de Balneário Piçarras, tiveram início na última segunda-feira, 3. Com atuais 80 metros, as estruturas de contenção ganharão mais 80 metros que, segundo estudos técnicos, darão maior estabilidade costeira contra erosões e durante os períodos de fortes ressacas. O prazo de entrega da obra é de quatro meses e vem sendo desenvolvida pela empresa Baltt.

“Em 2012 foi realizado um estudo de modelagem para analisar a eficácia de um novo sistema de proteção da linha de costa a ser estabelecido na praia de Balneário Piçarras. O projeto não foi executado na totalidade. Efetuamos novos estudos em 2018 para a complementação e finalização daquele projeto a partir de dados atualizados (entre 2013 e 2017) e observamos a necessidade da ampliação dos molhes”, afirma a engenheira especialista em áreas costeiras, Daysi Nass dos Santos.

Diferente do projeto atual, os molhes não terão suas pontas em formato de T. Serão retos. “A perda de areia da célula Norte poderia ser diminuída através de prolongamento dos espigões. O estudo recomendou que os espigões existentes sejam prolongados de 60 a 80m”, frisa a engenheira, que é uma das responsáveis pelo estudo que apontou a necessidade de ampliação dos molhes.

“Após a construção da obra (execução parcial do projeto de 2012) houve perda de areia da célula norte do sistema para a praia adjacente. Esta perda é o resultado do conjunto da erosão aguda, que ocorre durante ressacas e atinge principalmente a parte superior da praia; e erosão crônica, a qual é o resultado de mudanças nas condições de ondas observadas durante os últimos anos. A rotação no sentido horário da direção média de ondas, em especial, é a principal causa da erosão crônica”, acrescenta Daysi.

O custo total é de R$ 1.404.869,66, abaixo do valor de referência do edital que era de R$ 2.008.629,61. A empresa que executará a obra, e venceu a licitação aberta de concorrência pública, obtendo o menor preço entre todas as participantes. As obras irão acontecer sem impactar o trânsito da Avenida José Temístocles de Macedo. Após a ampliação, já está em fase de processo licitatório a urbanização dos molhes, junto do novo modelo urbanístico para a Praia Central – que se estende até o molhe da Barra Sul.

O prefeito de Balneário Piçarras, Leonel Martins, pontua que obra se mostra necessária para garantir futuras novas erosões. “Observamos a necessidade da ampliação dos molhes para garantia da estabilidade da nossa praia. Desde 2013 equipes técnicas monitoram o sistema de proteção de linha de costa aplicado em Balneário Piçarras, detectando que o comprimento das estruturas atuais é insuficiente para evitar a perda de areia, principalmente do lado norte de cada molhe”, finaliza.

FUMPRA

O recurso para execução da obra é proveniente do Fundo de Manutenção da Praia, o popular Fumpra. O Fumpra é constituído por três fontes de recursos: 33% da arrecadação do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), 3% do valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e 20% da cobrança da Dívida Ativa.

Desde que foi criado, em 2001, o Fumpra passou por algumas alterações, principalmente na sua fonte formadora e ampliação de uso. Foi alterado em 2011, quando suas alíquotas formadoras foram ampliadas e acabaram elevando consideravelmente os repasses municipais obrigatórios. Em 2017, uma nova mudança permitiu que o recurso fosse usado em obras de infraestrutura da orla e não somente no engordamento da faixa de areia.

Prolongamento da Orla Norte

O início da construção do deck na obra de ampliação da Av. José Temístocles de Macedo, ao norte de Balneário Piçarras, marca a nova fase do projeto. Feito com madeira de lei e parafusos de inox, possui alta resistência e boa durabilidade. A próxima etapa consistirá na instalação do mobiliário urbano, passarelas, nova iluminação com fiação subterrânea e bolsões de estacionamento.

Em paralelo será feito o trabalho na rede de iluminação pública, junto da colocação das grelhas de drenagem pluvial. A extensão do projeto de urbanização é de aproximadamente 1,7 quilômetros, até a altura da Rua 3750. O investimento total prevê a drenagem pluvial, pavimentação da via em paver, vias de uso específicas para pedestres e ciclistas com ciclofaixa, passeios com acessibilidade em ambos os lados.

O prazo de conclusão é de até nove meses, que pode ser alterado de acordo com o andamento. A fiscalização acontece por meio de uma empresa contratada pelo município para o acompanhamento diário das obras. Para a primeira etapa, os recursos serão provenientes de financiamento já aprovado junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com contrapartida do município. O custo estimado é de R$ 6.339.099,10.

 

Foto por: Felipe Franco

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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