Entre os dias 15 a 23, os Bombeiros Militares de Santa Catarina atenderam a 75 ocorrências de incêndios florestais. O mais grave deles vem sendo monitorado em Barra Velha, onde uma área de reflorestamento de pinus no bairro Vila Nova, com de 190 mil metros quadrados, queima desde o dia 19 – gerando uma nuvem de fumaça em toda região e grande dificuldade respiratória aos moradores.
As queimadas ocorreram em Araquari (5), Balneário Piçarras (7), Barra Velha (17), Itajaí (17), Itapoá (10), Luiz Alves (3), Navegantes (10), Penha (3) e São Francisco do Sul (3). A estiagem tem sido o principal atenuante dos focos, que ganham proporções maiores pelas peculiaridades da mata e solo.
No incêndio barra-velhense, por exemplo, que começou dia 19 e que vem sendo monitorado – a turfa vem dificultando o trabalho. Além de água e abafadores, bombas costais e sopradores, foi necessário o auxílio de helicópteros para resfriar as chamas com enormes cargas de água derramadas. Vinte e três mil litros de água foram usados no controle das chamas.
“Uma das maiores dificuldades que os bombeiros encontram é pelo tipo da floresta, por ser um incêndio em um local de turfa. A turfa tem um grande depósito de material orgânico e, inclusive, por vezes até embaixo da terra, o que favorece o incêndio. Dessa forma, não conseguem atingir as chamas com água ou os abafadores”, Afirmou o Tenente dos Bombeiros, Douglas Tomaz Machado.
Hoje, 27, a Força Tarefa do 7 Batalhão de Bombeiros Militar (FT-07) estará atuando em conjunto com as equipes no incêndio florestal em Barra Velha. O emprego da FT-07 visa servir como um apoio operacional especializado ao combate ao incêndio florestal. Além disso, o emprego da FT-07 ajuda a não desguarnecer quartéis locais, evitando remanejamento de efetivo, possibilitando assim a continuidade da prestação dos serviços de socorro a emergências.
Vinte e dois bombeiros de Barra Velha, Itajaí, Balneário Piçarras e Araquari – com a ajuda de bombeiros comunitários e voluntários – atuaram no controle do incêndio em Barra Velha. Ainda não se sabe oficialmente como o fogo começou. “Alguns vestígios já foram encontrados ao longo da floresta, porém as causas do incêndio somente serão apuradas após a investigação do incêndio ser finalizada”, adiantou Douglas.
Contudo, o Tenente reforçou que qualquer incêndio é crime, passível de prisão. “A grande maioria dos incêndios é de origem criminosa, mesmo sendo intencional ou não. Um exemplo pode ser um incêndio florestal provocado pela limpeza de um terreno. Outro exemplo é de pessoas que colocam fogo no lixo e esse fogo acaba se alastrando para a floresta”, detalhou. “Grande parte da população não tem conhecimento, apesar disso – independente da causa – provocar incêndio é crime. Além dos danos que o incêndio pode provocar, a fumaça também prejudica a sociedade, o incêndio pode ocasionar risco de morte das pessoas que residem próximo e das equipes que trabalham para controlar as chamas”, finalizou.





