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sábado 18 de julho de 2026

Capela de São João Batista recebe restauro emergencial

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A centenária Capela de São João Batista, cravada na pequena morraria de Armação do Itapocorói, em Penha, vem recebendo ações emergenciais de recuperação. A cobertura e fachada estão recebendo restauros após doações da comunidade. “É um serviço de manutenção emergencial. A parte de pintura, goteiras e iluminação já está sendo providenciado”, detalhou o padre Paróquia Nossa Senhora da Penha, Josué de Brito Souza.

“Para a parte de telhado e pintura, recebemos ajuda e isso já deu para pagar. Agora, estamos com dificuldades para pagar toda a parte elétrica – que vamos ter que arrumar tudo”, reforçou o padre da comunidade. As doações podem ser feitas diretamente para o PIX da Paróquia: [email protected]. O padre também colocou seu telefone disponível para contatos: (47) 9 9909.5615.

A intenção da comunidade católica é promover um restauro que permita o uso casual, até que uma recuperação completa aconteça – conforme termo de compromisso assinado entre a Prefeitura de Penha e a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), em dezembro 2017. “Após esse tratamento emergencial, vamos continuar os encaminhamentos para a restauração completa. Isso deve durar um ano, dois – até fazer projeto e conseguir verba. Isso deve ir para casa dos R$ 2 milhões. Isso leva tempo e enquanto isso precisamos deixar ela em uso”, acredita o padre Josué.

A FCC avalizou que a Paróquia promovesse o restauro emergencial na estrutura que tem 262 anos de história. Segundo o padre, a situação estrutural delicada da Capela se arrasta desde 2 de março de 2005, quando um incêndio destruiu seu interior. “Somente em maio de 2007 ela foi superficialmente concluída e entregue. Desde então a Capela carece de uma boa manutenção”, finaliza.

A Capela de São João Batista é datada de 1759 e foi construída em alvenaria de pedra ajuntada, com argamassa de cal do mar e areia. Fica até hoje localizada em região privilegiada, na elevação da extremidade sul da enseada do Arraial de Itapocorói – como era chamada a localidade à época. As linhas retas, ao estilo colonial é um marco característico das construções da época que se conservam até hoje. A Capela foi tombada como patrimônio histórico do Governo do Estado, em 1998.

Pelo termo de compromisso assinado entre Prefeitura e a FCC, o órgão estadual ficaria encarregado de uma série de ações, dentre elas promover a higienização e guarda das obras sacras na reserva técnica do Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor) – além de elaborar o termo de referência para a contratação do projeto de restauração da capela e de suas obras sacras.

A FCC também auxiliaria na captação dos recursos, privando por mecanismos de incentivo, como editais públicos e programas de financiamento de projetos culturais. A pandemia e questões burocráticas atrasaram o processo. De acordo com a Gerência de Patrimônio Material da FCC, “a Fundação Catarinense de Cultura fez, conforme acertado, um termo de referência para a paróquia poder contratar uma empresa que desenvolveria o projeto de restauro para a igreja. A documentação foi novamente enviada em julho de 2020. No momento, a informação que temos é que está sendo desenvolvido um projeto de restauro que posteriormente será submetido à análise técnica da FCC para autorização de obra”.

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