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segunda-feira 15 de abril de 2024


CPI da pandemia marca depoimento de Luciano Hang para o dia 29

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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB/AL), anunciou nesta quinta-feira (23) que o empresário brusquense Luciano Hang, da Havan, será ouvido pela CPI na próxima quarta-feira (29), às 10h. “Será um prazer estar presente e falar de todo o trabalho que nós fizemos”, disse o empresário, em nota.

A possibilidade do depoimento de Hang foi colocada em votação pelo senador e foi aprovada. O Senador Jorginho Mello (PL/SC) foi o único que manifestou voto contrário a convocação do empresário. De acordo com Renan Calheiros, o depoimento de Luciano Hang será importante para a reta final dessa CPI.

A convocação foi motivada pela oitiva da véspera, de Pedro Benedito Batista Jr., diretor da Prevent Senior, quando foi discutido o caso da mãe de Hang, que morreu em fevereiro no hospital Sancta Maggiore, da Prevent. Suspeita-se que a paciente foi submetida a tratamento com ozônio, não permitido pelo Conselho Federal de Medicina; e que foi omitida a covid-19 como causa mortis no atestado de óbito. “Ele, como um patriota que participou ativamente nas discussões de ‘tratamento precoce’, com certeza ficará muito feliz em vir aqui à CPI contribuir com a investigação” disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

Em nota oficial, o empresário afirmou que “Recebo com tranquilidade a informação que serei convocado para depoimento, como testemunha, na CPI da Covid-19, na próxima quarta-feira, 29, de setembro de 2021”. Em outra nota (Leia na íntegra ao final da matéria), Hang refutou com veemência a suspeita levantada no falecimento de sua mãe.

Ele acrescentou que será um “prazer estar presente e falar de todo o trabalho que nós fizemos, visando ajudar no enfrentamento da pandemia, buscando auxiliar na saúde do povo brasileiro e também na economia. Desde o princípio falamos que era preciso cuidar da saúde, sem descuidar da economia.  Estou totalmente à disposição para esclarecer qualquer questionamento”, encerrou.

Nota à imprensa

Qual é o limite para a maldade humana, para a falta de caráter, de escrúpulos? Quando não têm argumentos, partem para o ataque da honra, da família e da própria mãe. Não vou aceitar tanta canalhice quieto.

Fiz tudo o que podia pelos meus pais a vida inteira. O que construí foi para dar a eles uma vida melhor e mais justa. Dois trabalhadores de chão de fábrica, pessoas honestas e maravilhosas, que eu tanto amei. Fomos muito felizes juntos e agradeço imensamente a Deus por ter compartilhado meus dias com eles.

Como qualquer filho, quando minha mãe ficou doente, eu fui para a guerra com todas as armas que eu tinha. É esse o meu crime? Minha mãe tinha 82 anos, fazia parte do grupo de risco, ficava em casa e mesmo assim pegou a doença. Ela era cardíaca, tinha diabetes, insuficiência renal, sobrepeso e outras comorbidades. Tomava dezenas de medicamentos diariamente, por isso não fizemos tratamento preventivo, aquele realizado antes de contrair o vírus. uando os sintomas apareceram levamos para São Paulo e a doença evoluiu rápido. Lutamos com ela por mais de um mês, nesse tempo o Covid passou, mas ficaram as complicações por conta das comorbidades e, por isso, infelizmente ela se foi.

Tenho total confiança nos procedimentos adotados pelo Prevent Senior e que tudo que era possível foi feito. Deixei claro a causa do falecimento de minha mãe em várias manifestações públicas e nas redes sociais, nunca foi segredo.

Lamento que um assunto tão delicado seja usado como artifício político para me atingir, pelo simples fato de eu não concordar com as ideias de alguns membros que fazem parte dessa CPI. Medem os outros pela própria régua. Só quem perde uma mãe sabe a dor que é.

Luciano Hang

 

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