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terça-feira 21 de julho de 2026

Estado afirma que consumo de mariscos de Penha requer depuração ou cozimento

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A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural alerta que as ostras e mariscos cultivados em Penha só devem ser consumidos pela população após passarem por processo de depuração ou cozimento. A ressalva consta no resultado das Análises Microbiológicas em Moluscos Bivalves, publicado no último dia 25, situação que também reflete em pontos de cultivos de todo estado.

No mapa de monitoramento do Estado, a situação de Penha aparece como “liberada sob condição”. O responsável técnico pela maricultura de Penha, o professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Gilberto Manzoni, explica que “é feito um monitoramento microbiológico e de fitotoxinas de maré vermelha nas áreas de cultivo. Então, as áreas quando estão sob restrição, os moluscos destas áreas precisam passar por um processo de depuração para estar apto ao consumo cru, ou passar por um processo de cozimento (100º graus). É fundamental”.

Manzoni acrescenta que a Cooperativa de Maricultores de Penha (Coopermape) possui a chancela sanitária para realizar tal procedimento, orientando que a população consuma apenas produtos com selo de procedência. “A Cooperativa de Maricultores de Penha fez um cadastro no Ministério da Agricultura, fez uma validação do processo que ele executa, e está credenciada a pegar esses mariscos de áreas sob condição e fazer o cozimento. É um dos únicos locais de Santa Catarina que está apto para fazer isso”.

“É importante ter uma validação de cozimento, que quer dizer que o produto atinja os 100 graus de temperatura e o molusco seja realmente cozido e não somente pré-cozido”, reforça o professor.  Santa Catarina é o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, permitindo maior segurança para os produtores e consumidores.

A condição não é específica de Penha. Pelo relatório publicado no site da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC), áreas em de cultivo em todo estado apresentam essa categoria, que na visão de Manzoni, reflete a falta de investimentos em tratamento de esgoto. “Toda essa situação em Santa Catarina, de áreas sob condição, é reflexo da falta de tratamento de esgoto. Quer dizer, o tratamento que não é dado para nossas águas, e a situação da Penha não é diferente. A falta de saneamento básico reflete na qualidade dos moluscos que são cultivados”, finalizou.

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