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quarta-feira 22 de julho de 2026

Livro infantil conta a história de Safena, a cadelinha que nadava da Ilha do Grant à praia

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O professor, historiador e escritor barra-velhense, José Carlos Fagundes, mais conhecido por Cacá Fagundes, acaba de anunciar seu novo livro. Ele observou na peculiaridade de uma história real a oportunidade de imergir em um novo gênero literário e escrever para o seleto público infantil em idade de alfabetização, dando vida à “Travessuras e Travessias de Safena”. A obra conta a história de uma cachorrinha, que, quando se sentia sozinha, nadava da Ilha do Grant para a praia, em Barra Velha, para brincar com as pessoas.

“Ela ficava lá na ilha. Quando tinha muita gente, ela ficava brincando com a ‘guriada’. Mas, quando não tinha ninguém, ela pulava no mar e vinha para praia. É uma distância de 400 metros, entre a ilha e o continente. Então, ela vinha, ficava brincando na praia. O pessoal já conhecia ela, dava raçãozinha, brincavam com ela… lá pelo final da tarde, ela pulava na água e voltava para ilha”, detalhou Cacá. A história é narrada ao longo de 16 páginas, ilustradas pela artista plástica, Enoi Dilly.

A cadelinha foi adotada em 2018 pelo casal, Joel Miguel Hein e Tairine Hein, que são caseiros de uma marina dentro da Ilha – mantida pela Associação de Moradores da Praia do Grant. Em uma conversa com Joel, Cacá teve conhecimento da história. “Eu fiquei sabendo dessa história por acaso, numa conversa com o Joel. Então, me deu aquele clique: vou escrever sobre a história da Safena. Eu sou suspeito, mas o livro ficou incrível”, comentou o escritor.

“Parece ficção, mas é realidade. Pra mim, a história de uma cachorrinha que sai de uma ilha, nada até o continente e depois volta, é mágica. Essa história precisava ser contada. Eu não criei nada, apenas contei um fato. A história em si já estava escrita”, complementou Cacá. A obra não será vendida, já que foi financiada por um entusiasta local da literatura. Escolas da rede municipal e estadual receberão o livro gratuitamente, com o intuito de aporte pedagógico a professores que atuam com alunos das séries iniciais.

“Que esse livro tenha um fim didático. Que ajude os professores, por exemplo, no seu cotidiano de incentivar à leitura nos pequenos”, explicou. Com três obras já escritas, mas dentro de seu ramo da Historiografia, Cacá disse que buscou apoio para escrever no contexto infantil. “Eu tive que fazer uma adaptação. Tive que conversar com amigos que são pedagogos, a minha esposa é pedagoga, e fazer algumas experiências. Você precisa escrever um livro que seja acessível aos ouvidos das crianças. A linguagem que você vai usar precisa ser daquela idade, assim como as ilustrações”.

Questionado sobre o paradeiro da cadelinha Safena, o escritor elucida o mistério. “Então, essa é a grande pergunta. Muitas pessoas me perguntam: e a cadelinha Safena, é viva? Ela viveu muito tempo com o Joel, na Ilha, mas nessas suas travessias, ela começou a conviver muito aqui na Praia do Grant e ela meio que foi ‘adotada’ por muitas famílias dali – e em especial pela família de uma menina, que agora está no Estados Unidos. Essa menina começou a cuidar muito bem da Safena e elas ficaram muito apegadas. Hoje a Safena vive nessa residência”, encerrou Cacá.

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