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sábado 18 de julho de 2026

Parque Natural Rio Piçarras pode ter inclusão de sítios arqueológicos

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O Parque Natural Municipal Rio Piçarras pode ganhar um incremento histórico-cultural em seu processo de consolidação. A proximidade da área de proteção com três sítios arqueológicos motivou a visita do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para o início da ampliação de estudos e possibilidade de incorporação dos sítios à reserva ambiental – que tem seu Plano de Manejo em execução.

A arqueóloga do IPHAN, Ágatha Ludwig, vistoriou os sítios arqueológicos piçarrenses, localizados no bairro Santo Antônio, nesta segunda-feira, 9 – locais estes classificados por Sambaquis. Gestores das pastas de Planejamento, Cultura, Turismo e Meio Ambiente acompanharam a profissional do IPHAN aos locais que são protegidos por Lei e considerados patrimônio cultural da região.

A presidente do Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP), Rosemari Bona, ressaltou que “um dos motivos de termos solicitado a vistoria dos técnicos do IPHAN, foi devido à proximidade observada de um sítio arqueológico cadastrado à área do Parque Natural Municipal do Rio Piçarras, dessa forma, observou a necessidade de preservação, além de ambiental, histórico-cultural”. Ao todo, o Parque possui 747 mil metros quadrados.

Rosemari acrescenta que “se confirmada a existência do sítio arqueológico, a intenção é incorporar ao Parque e, assim, definir o polígono de abrangência, cercar e identificar, com o intuito de oportunizar aos visitantes contato com a história e com os indícios da existência de nossos antepassados na região”. As futuras ações de consolidação do parque estão sendo traçadas pelo Plano de Manejo – em execução pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com previsão de entrega no mês de dezembro.

Umas das ideias é a criação de cinco trilhas, para um total de 3 quilômetros de desbravamento. O IMP já batizou as cinco trilhas: Ipê Amarelo, Jerivá, Mangue, Mirante e Olandim, que serão inclusas na Rede de Trilhas (entidade civil, sem fins lucrativos, composta por trilhas nacionais, regionais e locais). Outra ideia é a criação de um Mirante 360 graus (com vista para o mar e região rural), horto florestal, decks e trapiches ao longo dos 4,2 quilômetros de rio que cercam o parque.

A intenção máxima do IMP é de que o Parque se torne um instrumento de preservação ambiental, fomento ao estudo técnico e ferramenta de visitação – voltada ainda à exploração turística. “Queremos que a comunidade esteja presente. Vamos criar um bom parque para que os munícipes possam usufruir, principalmente de forma sustentável e reciclável”, reforça Rosemari.

Em agosto de 2020, o IMP recebeu da Superintendência de Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU) a cessão de uso gratuito da área e tem prazo de 3 anos para que o projeto seja idealizado e o parque esteja efetivamente criado. Esse prazo foi estipulado pela SPU. O processo de criação do parque teve início em 2019 e resultou na outorga ao município pelo prazo de 20 anos – com possibilidade de prorrogação.

Foto por: FELIPE FRANCO

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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