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terça-feira 21 de julho de 2026

Univali e IMP firmam termo de cooperação para o desenvolvimento de estudos ambientais

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O Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP) e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) assinaram na manhã desta quarta-feira, 9, termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de estudos ambientais. A rubrica sacramentou o desenvolvimento de dois importantes trabalhos: o Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Rio Piçarras e o Projeto de Recuperação e Conservação do Rio Piçarras.

O Plano de Manejo começará a ser idealizado já na próxima semana, com reuniões técnicas entre Univali e IMP. Posteriormente, a fauna dos 747 mil metros quadrados do Parque, que está localizado às margens do Rio Piçarras, próximo ao Museu Oceanográfico Univali, será minuciosamente estudada, delineando as espécies existentes e seu uso sustentável. Esse é um dos últimos passos antes da estruturação plena da unidade de preservação plena.

“Uma etapa importante para posteriormente implantarmos o parque. O Plano de Manejo do parque é como o zoneamento de uma cidade. Com ele, sabemos quais a existência das espécies e o que podemos fazer. Já temos algumas ideias, como trilhas, parques e observatórios, pois queremos que seja um parque que tenha utilização”, disse a presidente do IMP, Rosemari Bona.

O Projeto de Recuperação e Conservação do Rio Piçarras deve ter sua iniciação após o inverno. A presidente do IMP adiantou que cerca de 13 quilômetros dos canais do Rio Piçarras, Rio Furado e Ilha do Socó serão desbravados pela equipe da Univali – com aporte direto do IMP. “Não temos estudo algum sobre o rio, principalmente da ictiofauna. Não sabemos quais são as espécies nativas para, por exemplo, um dia repovoar nossos rios”, detalhou.

O curador e coordenador do Museu Oceanográfico, professor Jules Soto, é um dos profissionais que está à frente desta ação. “Estaremos voltados para conhecer a influência do mar para nossos rios e vice-versa. Afinal, Balneário Piçarras é uma praia com Bandeira Azul e sabemos que essa balneabilidade está diretamente ligada aos rios”, destacou. Aspectos como salinidade da água e produção de nutrientes para as espécies, de acordo com as estações do ano, serão analisados ao longo da pesquisa.

Pescadores nativos também serão ouvidos ao longo dos trabalhos, por conta do conhecimento empírico. “”Precisamos conhecer as espécies que vivem nesses rios, a sazonalidade delas, a influência do mar no rio, a influência do rio no mar e como flutuam estas populações em relação as diferenças de salinidade. Sem falar nas questões antrópicas ao longo da margem do rio, consideradas hoje prioritárias em todo Brasil. Balneário Piçarras tem um grande tesouro, que é seu meio hídrico, e temos a obrigação de conhecê-lo para poder conservá-lo”, complementou Jules.

Apesar de serem estudos paralelos, a presidente do IMP ressalta que eles denotam que a cidade possui a preocupação de um crescimento econômico e social sustentável. “Veja que temos uma área muito grande sendo preservada bem no centro da cidade. Precisamos progredir, mas sempre o observando o meio ambiente”, finalizou.

O procurador geral da Fundação Univali, professor Rodrigo de Carvalho, que representou o reitor da universidade no ato, disse que ‘a Univali é uma instituição comunitária de educação superior que entrega resultados para a comunidade por meio de projetos, programas e ações desenvolvidas pelo nosso corpo técnico e científico altamente qualificado. Essa parceria com a administração de Balneário Piçarras demonstra o nosso compromisso com a excelência do ensino e, também, com a prestação de serviços em todas as áreas do conhecimento”.

PARQUE NATURAL MUNICIPAL RIO PIÇARRAS

O IMP recebeu da Superintendência de Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU) a cessão de uso gratuito da área e tem prazo de 3 anos para que o projeto seja idealizado e o parque esteja efetivamente criado. Esse prazo foi estipulado pela SPU. O processo de criação do parque teve início em 2019 e resultou na outorga ao município pelo prazo de 20 anos – com possibilidade de prorrogação.

O acesso principal para o parque será pela Rua 5591 (Capivara), atrás do Museu Oceanográfico Univali, no bairro Santo Antônio, porém ainda não é possível chegar até o local. A ideia de criação do Parque surgiu em 2017, quando se iniciou os estudos no local pelo doutor em Biologia Vegetal, Ademir Reis, contratado pela, ainda então, Fundema.

No local foi identificada uma vegetação com características de florestas antigas e bem desenvolvidas, com registros de estágio primário que representa o maior grau de conservação das florestas nativas, contendo uma abundância de espécies de indivíduos de flora ameaçada de extinção no Estado de Santa Catarina, como é o caso da árvore Callophyllum brasiliense (Olandim). Foram catalogadas 158 espécies de vegetação encontrada no local.

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