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sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


PF e Interpol cumprem mandados por tráfico internacional de drogas em Barra Velha

Duplo Risco: “Eles aliciavam pessoas jovens e de boa aparência. Pegavam um rapaz e uma moça para simularem um casal para tentarem ludibriar os órgãos de fiscalização”

(FOTOS, POLÍCIA FEDERAL)
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A Polícia Federal e Interpol cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina – entre elas, Balneário Camboriú e Barra Velha. A operação Duplo Risco, deflagrada nesta terça-feira, 20, tem como foco desarticular organizações criminosas especializadas no aliciamento de pessoas para o tráfico transnacional de entorpecentes.

De acordo com o delegado da Polícia Federal, Diogo Ribeiro Borges, a operação focou nos líderes de três grupos distintos e procedeu com o cumprimento de sete mandados de prisão no Brasil, três na Europa e mais 80 mandados de busca e apreensão nos três estados: SP, PR e SC. O trabalho teve início em 2017, resultando num amplo detalhamento da forma de atuação.

“Foi possível um minucioso aprofundamento no modus operandis dessas organizações criminosas – desde o aliciamento das pessoas para o transporte de cocaína para a Europa e de lá trazendo drogas sintéticas, até os crimes de lavagem de dinheiro que visavam pegar esse dinheiro oriundo da prática ilícita e incorporar à economia formal”, disse o delegado.

A escolha da quadrilha era por homens e mulheres, jovens e de boa aparência. “Eles aliciavam pessoas jovens e de boa aparência. Pegavam um rapaz e uma moça para simularem um casal para tentarem ludibriar os órgãos de fiscalização, tanto aqui, quanto no exterior. Eles tinham como destino, em especial, a Europa, Ásia e Oriente Médio”, detalha Diogo.

Lucros altos e custo zero nas viagens eram algumas das vantagens de convencimento. As ‘mulas’ – como são conhecidas pessoas que transportam drogas – se passavam por turistas nos países em que ingressavam com os ilícitos. Um roteiro específico de passeis e hospedagens era formulado na tentativa de tornar o ingresso fora de suspeita.

A PF contou no decorrer da operação com o apoio das Polícias Espanhola, Suíça e Portuguesa e hoje conta com o apoio aéreo da Polícia Militar. Os investigados responderão pelos crimes de tráfico transnacional de entorpecentes, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 33 anos de prisão.

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