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sexta-feira 1 de março de 2024


PF faz operação contra a lavagem de dinheiro em Balneário Camboriú

“Na ação de hoje (11), foram decretadas a prisão preventiva desses líderes da organização criminosa e de duas outras pessoas que atuavam como corretores imobiliários”

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A Polícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira, 11, mandados de busca e apreensão em 19 imóveis de Balneário Camboriú e região. A operação BC Laundry tem como foco a recuperação de ativos e de patrimônio fruto de lavagem de dinheiro resultante do tráfico internacional de drogas, que utilizava inclusive o porto de Navegantes para o envio de drogas ao exterior. Foi dado cumprimento a sequestro patrimonial de cerca de R$ 150 milhões.

“Com o apoio da Polícia Militar catarinense, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão em imóveis localizados na região de Balneário Camboriú, conjuntamente com quatro mandados de prisão preventiva”, confirmou a PF em nota oficial. Também são cumpridas ordens judiciais de sequestro de uma lancha, oito veículos de luxo, 41 caminhões e dez imóveis localizados em São Paulo

A ação decorre de elementos colhidos no curso da Operação Alba Vírus, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2019 contra essa organização criminosa de tráfico internacional de drogas que enviava cocaína ao exterior por meio dos portos de Santos/SP, Paranaguá/PR e Navegantes.

Os líderes da organização criminosa, que se encontram foragidos desde a deflagração da operação Alba Vírus, teriam estruturado um grupo com o fim específico de ocultação do patrimônio e lavagem de dinheiro resultante do tráfico. Para tanto promoveram a constituição de empresas de transporte sem atividade efetiva, adquirindo ainda vasto patrimônio de alto valor no litoral norte de Santa Catarina.

“Na ação de hoje (11), foram decretadas a prisão preventiva desses líderes da organização criminosa e de duas outras pessoas que atuavam como corretores imobiliários. Tais corretores, além de intermediarem a maioria das aquisições de imóveis da organização, gerenciavam a administração desses bens”, reforçou a PF.

Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro e de organização criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 18 anos de prisão.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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