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domingo 16 de agosto de 2026

Barra Velha avança na regulamentação de inteligência artificial, reconhecimento facial e governança tecnológica

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A Prefeitura de Barra Velha e o Ministério Público de Santa Catarina avançaram em novas medidas voltadas à regulamentação de tecnologias de monitoramento, inteligência artificial, segurança da informação e proteção de dados no município.

Os temas foram debatidos durante audiência institucional realizada na sala do júri do MPSC, reunindo o promotor de Justiça Dr. Albert Medeiros Karl, titular da 2ª Promotoria da Comarca de Barra Velha, equipes técnicas do Ministério Público e representantes do Centro Regional de Controle, Tecnologia e Inovação do município.

Entre os principais avanços apresentados está a atualização da regulamentação para utilização de câmeras inteligentes, sistemas de OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), inteligência artificial e reconhecimento facial em todo o território municipal.

Segundo o município, as novas diretrizes irão estabelecer regras técnicas, mecanismos de controle e critérios de utilização das tecnologias, observando princípios de legalidade, eficiência administrativa, segurança da informação, proteção de dados sensíveis e interesse público.

Outro ponto de destaque foi a apresentação do Protocolo Técnico nº 02/2026, criado para alinhar procedimentos relacionados à destinação de recursos do Ministério Público e do Poder Judiciário para projetos tecnológicos desenvolvidos em parceria com a administração municipal.

O documento também consolida o histórico operacional dos projetos, resultados obtidos e impactos institucionais alcançados através da cooperação entre os órgãos.

Durante a audiência, também foram apresentados os projetos já desenvolvidos em parceria, incluindo integrações com o Sistema Nacional Alerta Brasil, da Polícia Rodoviária Federal, o programa Praia + Segura, a plataforma municipal O Guardião e o sistema O Guardião do Bem, voltado à proteção animal e combate aos maus-tratos.

A regulamentação prevê ainda que associações, entidades sem fins lucrativos e empresas privadas que desejarem implantar ou integrar sistemas tecnológicos ao município precisarão se adequar às normas municipais de governança tecnológica e proteção de dados.

Projetos privados já em funcionamento também deverão passar por adequação e regularização conforme as novas exigências técnicas e jurídicas.

Outro tema discutido foi a criação de um Conselho Gestor Técnico Institucional, com participação do Ministério Público, Poder Judiciário, forças de segurança e demais entidades ligadas ao setor, para acompanhamento estratégico das ações de tecnologia e governança digital.

O promotor de Justiça Dr. Albert Medeiros Karl destacou a importância institucional da iniciativa, ressaltando a necessidade de integração responsável das tecnologias, fortalecimento da segurança pública e garantia da proteção de dados e do interesse coletivo.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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