A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (2), a Operação Benaia, com o objetivo de desarticular esquema milionário com atuação de um servidor público federal, voltado à prática de crimes de corrupção (ativa e passiva), de associação criminosa e de lavagem de dinheiro. O auditor-fiscal da Receita Federal Marcus Vinicius Nali Simioni Filho foi identificado como o principal investigado, apurou a reportagem do ND+.
Ação realiza buscas em endereços ligados aos suspeitos nos estados de Santa Catarina e de São Paulo, além de cumprir ordem de afastamento de funções públicas do principal investigado. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão: Itajaí/SC (3), Guarulhos/SP (3), São Paulo/SP (3), Santana de Parnaíba/SP (2), Barueri/SP (1), Paulínia/SP (2), Valinhos/SP (1), Hortolândia/SP (1) e Campinas/SP (8).
Foram apreendidos 15 relógios de luxo, foram sequestrados 25 imóveis e aproximadamente 19 veículos, foram apreendidos R$515 mil, 10 notebooks, 4 HDs, 15 celulares (até o momento), foram bloqueadas 65 contas bancárias de diversas instituições financeiras (valor ainda será reportado por meio do SISBAJUD) e foi encontrado registro de conta no exterior, foram localizados contratos imobiliários de gaveta. Segundo a PF, ainda estão sendo contabilizados os valores em moeda estrangeira apreendidos.
As diligências identificaram que o investigado possuía poder para facilitar processos devido ao cargo que exercia. Ele teria recebido, de forma indevida, ao menos R$ 2 milhões para agir em favor de empresários nos processos alfandegários. O servidor também é suspeito de tentar criar mecanismos de logística a pedido deles.




Com o aprofundamento das investigações, descobriu-se que o suspeito possuía empresas em nome de familiares e utilizava-as para dissimular, para ocultar e para dar aparência de legalidade aos valores recebidos ilegalmente.
Após representação da autoridade policial, a Justiça autorizou o acompanhamento pela Receita Federal nas buscas realizadas em alguns dos endereços.





