O vereador de Penha, Mario Dionísio Moser (DEM), pediu informações à Prefeitura sobre execução do plano de macrodrenagem com a dragagem do Rio Iriri. O pedido tramitou na sessão ordinária de 7 de março, e tem como foco principal saber “quais obstáculos vêm sendo enfrentados por esta administração para executar” o trabalho. Prefeitura diz que obra é prioridade.
O pedido tem como base os constantes alagamentos nas regiões próximas à região do Iriri, que praticamente corta a cidade até desembocar na Praia Alegre. “Considerando que um dos grandes problemas que enfrentamos quanto a alagamentos em alguns bairros do município decorrem do assoreamento do rio Iriri”, disse Mario.
O democrata fundamenta o pedido “considerando que o desassoreamento é uma medida paliativa, considerando plano de macrodrenagem elaborado por esta administração, onde consta a obra de dragagem do Rio Iriri, (conforme apontado em 19 de fevereiro de 2020)”. Ele também pede que seja disponibilizado um link para visualização do plano de macrodrenagem.
“É de fundamental importância para diminuir os alagamentos na cidade”
Consultado pela reportagem, o Governo Municipal se manifestou. O controlador interno da Prefeitura, Eduardo Bueno, disse que “a dragagem do Rio Iriri é uma prioridade do Governo”, mas que neste momento esbarra na desatualização do projeto e também na ausência de recursos.
Segundo ele, o projeto deixado pela gestão passada já está obsoleto e uma nova concepção precisará ser criada. Contudo, o Governo afirma que precisará de garantias de que a obra é ambientalmente viável, antes de iniciar os novos estudos. “Precisamos ter a garantia do IMA (Instituto do Meio Ambiente) de que essa obra poderá ser licenciada. Não adianta nos gastarmos R$ 300 mil em um novo projeto e o depois o IMA não licenciar”, disse.
Por meio da Defesa Civil Municipal, a situação vem sendo abordada junto ao órgão estadual. Para Eduardo, a obra custaria entre R$ 5 milhões a R$ 6 milhões – valor indisponíveis nesse momento. “(A obra) É de fundamental importância para diminuir os alagamentos na cidade”, categorizou. Além disso, a ação “beneficiaria os pescadores artesanais que utilizam esse rio. Ele está com sua navegabilidade comprometida, sempre temos de fazer o desassoreamento da boca da barra”, finalizou Eduardo.
Foto por: Felipe Franco





