Os prefeitos de Penha e Luiz Alves, Aquiles da Costa (MDB) e Marcos Pedro Veber (PSDB), já assinaram a carta de intenções para futura compra do imunizante russo à Covid-19, Sputnik V. A possível aquisição está sendo intermediada pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), após assinatura de protocolo de intenções com a Câmara Brasil-Rússia.
Aquiles manifestou interesse na compra de R$ 30 mil doses, enquanto o prefeito luizalvense pretende adquirir 13 mil vacinas. “Ainda não está confirmada a disponibilidade, mas estamos fazendo nossa parte. Esperança é a palavra que nos move”, afirmou Marcos Pedro.
O presidente da FECAM, Clenilton Pereira (prefeito de Araquari), reiterou dia 2, em reunião virtual com mais de 100 prefeitos e prefeitas catarinenses, a posição da entidade para viabilizar a aquisição de vacinas pelos municípios. A pauta tem sido levantada em função da incapacidade do Ministério da Saúde fornecer atualmente a quantidade de doses necessárias para que o processo de imunização seja robusto e salve vidas.
Considerando as dúvidas sobre o tema que causam insegurança aos gestores públicos, após manifestação do STF (Supremo Tribunal Federal) que sinalizou pela liberação caso o Ministério da Saúde não esteja cumprindo com sua função, a FECAM vai emitir um parecer para garantir respaldo jurídico às prefeituras que tiverem interesse em adquirir vacinas por conta própria.
“Não podemos esperar a boa vontade do Governo Federal ou de quem quer que seja, a cada dia que passa mais pessoas estão morrendo. Precisamos dar o primeiro passo, a única solução é a vacina. A FECAM quer contribuir, de forma transparente e dentro da legalidade, para que nossos municípios possam salvar vidas”, declarou Clenilton.
Representantes de empresas internacionais de distribuição de medicamentos participaram da reunião para falar sobre os trâmites e condições de fornecimento de vacinas (SPUTNIK V e outras) para o Brasil. A FECAM disse que pretende auxiliar, no que for preciso, para que protocolos de intenção e a efetivação das compras de vacina aconteçam com a maior antecedência possível. “Precisamos ser ágeis, fazer diferente e cuidar da nossa população. Caso contrário perderemos uma grande quantidade de brasileiros”, finalizou Clenilton.
Foto por: Cristiano Estrela





