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segunda-feira 13 de julho de 2026

Casan deve comparecer à Câmara de Vereadores para falar sobre tarifa de esgoto

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A Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras aprovou, dia 25, o requerimento da bancada de vereadores do PSDB, que convoca um representante da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) para prestar esclarecimentos sobre os novos valores praticados pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O gerente da Casan local, Lino José de Aviz Neto, deve comparecer em plenário na sessão ordinária da terça-feira, dia 9 de fevereiro. Diante do momento pandêmico, não há presença de público no plenário do parlamento, que transmite as sessões ao vivo através do site (www.camarapicarras.sc.gov.br).

Assinaram o requerimento os vereadores tucanos João Bento Moraes, Terezinha Elizete Pinto, Maikon Rodrigues e Adriana Ana Fortunato Linhares, que inclusive já reuniram há quinze dias com o gerente da Casan, adiantando a questão enfrentada pela população.

O requerimento vai ao encontro dos reclames populares pelo lançamento da primeira fatura com a cobrança pelo serviço de coleta e de tratamento de esgotos em Balneário Piçarras. Alusiva ao consumo do mês de dezembro, as faturas de residências contempladas pelo projeto de esgotamento sanitário tiveram um acréscimo de, no mínimo, 100% no valor habitual – mesmo que ainda não tenham ligado o esgoto doméstico à rede coletora.

“Cobrança de esgoto sem mesmo estar ligado. Isso é um absurdo pagar por uma coisa que não estou usando. E mais só o centro tem esgoto e o resto da cidade não tem”, reclama Terezinha Minatti, que fez postagem pública nas redes sociais em um grupo. Em novembro, a Casan anunciou oficialmente que iniciaria a cobrança pelo serviço adicional, mesmo que os moradores não tivessem feito à conexão ao sistema.

“A Companhia esclarece também que o faturamento do serviço será realizado em todos os imóveis que estão com a Caixa de Inspeção (CI) disponível, mesmo que a conexão do esgoto domiciliar não tenha sido ainda providenciada”, afirma a nota enviada à imprensa pela CASAN. Ela pontua que a Lei do Saneamento permite essa cobrança. No comunicado, a Casan pediu ainda que os moradores providenciassem as ligações.

A estatal complementa que “esse procedimento segue a Lei do Saneamento, onde está determinado que toda edificação deve ser ligada às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, e deve se responsabilizar pelo pagamento de tarifas relacionadas a esses serviços”.

O projeto completo, que segundo a Casan, abrange menos de 50% dos domicílios piçarrenses, é composto por 34 quilômetros de redes coletoras – totalizando 2.551 ligações. Quatro elevatórias foram construídas para bombear o esgoto até a ETE. O valor da taxa de esgoto será de 100% sobre o valor da água.

 

Foto por: FELIPE FRANCO

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