O paratleta piçarrense (atleta com deficiência visual), Marcelo Pocidonia, o Tem Tem, conquistou o segundo lugar na modalidade de salto em altura (na categoria T11) nesta quinta-feira, 5, durante a primeira etapa do Campeonato Brasileiro Loterias Caixa de atletismo e de halterofilismo. Ele saltou 1,20m, quatro centímetros menos que sua melhor marca – ficando atrás somete do recordista brasileiro Kim Wagner (38 anos), que saltou para 1,29m.
“Se Deus quiser, vou vencer. Meu objetivo, até o final do ano, é bater o recorde brasileiro”
MARCELO POCIDONIA
“Saltei 1,20m. A expectativa era um pouco mais longe. Mas, perdi apenas para o recordista brasileiro. Uma prova muito difícil. Comecei a prova como o quinto do ranking e terminei em segundo do Brasil. Agora, é seguir trabalhando e conseguir superar essa marca”, definiu o paratleta piçarrense de 51 anos, que disputou a prova nacional em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico.
“Por enquanto ele está nove centímetros na minha frente, por enquanto. Mas no esporte é assim, as vezes faz um bom salto, mas erra na passada, ela fica curta, fica longa. Eu tenho pouco tempo de salto em altura, pouco mais de um ano e veio a pandemia. Além disso, ele (Kim) é mais leve e mais novo, mas vou treinar para as próximas etapas (em junho, a segunda) e vou para ganhar. Se Deus quiser, vou vencer. Meu objetivo, até o final do ano, é bater o recorde brasileiro”, decretou Marcelo. A marca a ser superada é de 1,42m .

Marcelo, cidadão piçarrense, conquistou o título nacional em 2019, quando saltou 1 metro e 24 centímetros. Os Campeonatos Brasileiros começaram a ser organizados e realizados pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em 2018. Desde então, apenas em 2020 não houve competições, por causa da pandemia de coronavírus. Além de atletismo e halterofilismo, haverá disputas de outras duas modalidades até o fim do ano.
Marcelo possui treze títulos catarinenses (pentacampeão no lançamento de disco, pentacampeão no arremesso de peso e tricampeão no lançamento de dardo), cinco títulos paulista e um campeonato brasileiro, sendo o atleta com maior número de títulos na história do esporte da cidade de Balneário Piçarras.
A história de vida de Marcelo o levou à prática esportiva especial, requerendo uma dedicação acima da média. No ano de 91 para 92, perdeu a visão devido a um acidente de trabalho: estava pintando um prédio e acidentalmente caiu cal de pintura em seus olhos, descolando suas retinas. A visão nunca mais foi recuperada.





