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quarta-feira 8 de julho de 2026

Número de pessoas com Covid-19 aumenta 206% na região da AMFRI

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Dados semanais da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) revelam que nas últimas quatros semanas – 28 de outubro a 26 de novembro – o número de pessoas que contraíram a Covid-19 cresceu 46% nas onze cidades da região. Foram 12.191 novos casos da doença, o que representam 31% de todos os casos registrados desde o início da pandemia, em maio. O número de óbitos e de pessoas doentes também cresceram.

“Essa segunda onda está vindo, está chegando no Brasil. Vai chegar em um momento muito complicado para gente, pois estamos no nosso verão, um período muito complicado pois somos um destino turístico muito procurado”, analisa o Responsável Clínico pelo Centro de Triagem do Coronavírus 24h de Balneário Piçarras, Fábio Traghetta. Até a quinta-feira, 26, o número de casos confirmados era de 38.566 – contra 26.375 de um mês atrás.

O boletim da AMFRI revela que o número de pessoas com a doença cresceu 206%. Em 28 de outubro, eram 1.489 pessoas estavam em período de quarentena e fazendo o tratamento medicinal. Já nesta quinta-feira, 26 pelos dados da AMFRI, são 4.566 pacientes. O número de óbitos passou de 445 para 544. Foram 99 novas mortes por decorrência da doença. Para o médico do Centro piçarrense, o número tende a aumentar ainda mais.

“Acredito que esse pico seja entre dezembro e janeiro, quando aumentaremos os casos de forma exponencial – isso é fato, já estamos vendo isso”, complementa. Nestas últimas quatro semanas, a cidade com o maior percentual de crescimento de casos é Luiz Alves: 124%. Passou de 214 casos para 480, sendo que 172 ainda estão em tratamento. Porto Belo (+64,99%), Balneário Camboriú (+53,5%), Camboriú (+51,8%) e Balneário Piçarras (+50%) também tiveram altas consideráveis.

A região é considerada como local gravíssimo para transmissibilidade da doença. Para os especialistas da área de saúde, essa nova onda deve atingir uma faixa etária de pessoas entre 30 a 40 anos. “Percebemos também que o aumento dos casos está acontecendo principalmente na faixa de 30 a 40 anos, que acabam não tendo um agravo mais sério, mas essas pessoas contaminam os mais frágeis. E por conta disso, os óbitos acabam demorando para aparecer, mas me parece que, infelizmente, esses óbitos virão”, lamenta o secretário estadual de Saúde, André Motta Ribeiro.

O Boletim Secretaria de Estado da Saúde (SES), atualizado na quarta-feira, 25, aponta que o Estado tem 13 regiões em risco gravíssimo (vermelho). São elas: Oeste, Xanxerê, Meio-Oeste, Serra, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Planalto Norte, Nordeste, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Carbonífera, Laguna, e Extremo-Sul.  Além disso, três regiões estão em risco grave (laranja). São elas: Extremo-Oeste, Alto Uruguai Catarinense e Foz do Rio Itajaí. Nenhuma região está em risco alto (amarelo) ou moderado (azul).

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