Moradores de Luiz Alves reclamam da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) por conta do desabastecimento frequente de água na cidade – situação que tem se tornado mais intensa por conta do crescimento populacional da cidade. A situação é endossada pelo Governo Municipal, que busca na justiça, uma solução para a problemática. A municipalização do sistema não é descartada.
Um dos bairros mais atingidos pela falta de água é o Rio do Peixe. Moradores também reclamam da coloração da água que sai das torneiras. “A água sai marrom, embarrada mesmo. Não conseguimos sequer lavar a roupa com ela, quem dirá beber”, relatou uma moradora.
“Não existe contrato de programa assinado entre Casan e município. Apenas um convênio, que diante o novo marco regulatório do saneamento, não tem validade”
MARCOS PEDRO, PREFEITO DE LUIZ ALVES
O prefeito de Luiz Alves, Marcos Pedro Veber (PSDB), adiantou que o Governo Municipal já entrou com processo na justiça contra a Casan buscando a resolução desses problemas. “Não existe contrato de programa assinado entre Casan e município. Apenas um convênio, que diante o novo marco regulatório do saneamento, não tem validade”, afirmou. “É uma situação insustentável. Ter água potável em casa é um direito básico de qualquer cidadão”, complementou.
O Governo vem trabalhando, paralelamente, na atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico – situação que norteará futuras decisões administrativas da gestão. “A ideia seria o município municipalizar o sistema de abastecimento de água e posteriormente fazer uma concessão dentro das normas do novo marco regulatório do saneamento – garantindo investimentos, água de qualidade e saneamento para todos”, encerrou Marcos Pedro.
“está iniciando a obra para instalação de reservatório com 150 mil litros em Luís Alves. Também, foram feitas melhorias na Estação de Tratamento de Água, adutoras e na captação”
CASAN, EM NOTA OFICIAL
À reportagem, a Casan afirmou que “está iniciando a obra para instalação de reservatório com 150 mil litros em Luís Alves. Também, foram feitas melhorias na Estação de Tratamento de Água, adutoras e na captação”. Com relação à situação contratual, a Casan categorizou que cabe à municipalidade avançar na questão.
“O contrato vigente não estabelece obrigações específicas e metas de investimentos. O município enquanto titular do serviço é que até o momento não adotou as providências necessárias para atualização contratual, apesar da disposição da Companhia manifesta em diferentes oportunidades. Seria necessário o município elaborar o Plano Municipal de Saneamento Básico e atualizar o contrato com a Casan para que a Companhia possa realizar os investimentos conforme o planejamento do município”, encerrou.





