O novo comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar de Santa Catarina (BPM), em Barra Velha, o 1º Tenente Diogo Henrique de Souza Lima Lionço, garantiu um trabalho mais operacional e ostensivo contra a criminalidade. Ele também confirmou que já está em trâmite burocrático o retorno ao grau de Companhia da corporação barra-velhense: “já está definido. É somente uma questão de tempo, de esperar”, categorizou.
“Gosto muito da parte operacional […] É um trabalho na rua, de repressão ao crime, abordagem, barreira, comando de trânsito, fiscalização a estabelecimentos, policiamento ostensivo. Essa é a filosofia que eu vou tentar aplicar, que eu vou conseguir aplicar. Eventualmente teremos operações, mostrar que a Polícia Militar está nas ruas – elevar a situação de segurança”, adiantou o tenente Diogo Lima.

Ele chega à Barra Velha com experiência. Comandava uma Companhia dentro da maior cidade do estado. “Eu comandava uma Companhia do 17º Batalhão, que é a 3ª Companhia – que abrange a área Sul de Joinville […] Cerca de 120 mil pessoas. Se fosse um município, será o décimo segundo mais populoso de Santa Catarina. Aqui, é um terço da população que eu gestava lá […] Aqui é uma situação diferente, um comando com contato mais próximo junto à parte administrativa e política da cidade”, categorizou.
Em 2022, por conta do número de efetivo policial, a alta cúpula da PMSC rebaixou a então Companhia para Pelotão. Segundo o Tenente Diogo Lima, essa situação será revertida. “Agora, com a nova Lei de Organização Básica da Polícia Militar, que será assinada em definitivo esse ano, ela vai se tornar novamente uma Companhia e vai pertencer à terceira região, que é o 25º Batalhão de Navegantes – e não mais a São Francisco do Sul. É muito mais lógico, geograficamente, pertencer à Navegantes. Até porque, o apoio que precisa já vem de Balneário Piçarras, Penha e Navegantes”, adiantou.
“Agora, com a nova Lei de Organização Básica da Polícia Militar, que será assinada em definitivo esse ano, ela vai se tornar novamente uma Companhia e vai pertencer à terceira região, que é o 25º Batalhão de Navegantes”
TENENTE DIOGO LIMA
Hoje, o Pelotão de Barra Velha conta com 36 policiais. Essa situação, contudo, não mudará automaticamente com o retorno à posição de Companhia. “Tempos atrás, por conta do baixo efetivo da época, houve uma crescente na criminalidade – mas, se estabilizou. Pelo que eu estou vendo hoje, há tendência de redução. O efetivo aumentou, claro que vamos buscar sempre mais, não é o adequando ainda, mas é bem melhor que antes. Irão abrir novos concursos públicos e eu vou brigar para pegar uma fatia e elevar nosso efetivo”, comentou o tenente.
Ele observa, com base na experiência em operações de apoio à cidade, que Barra Velha “é um local de muita transição, uma cidade colada à Br-101 e que favorece o deslocamento rápido para vários municípios. É quase uma rota de fuga e como é uma cidade balneária, atrai muito a criminalidade – querendo ou não, na mentalidade do marginal seria uma cidade menos vigiada, o que não é mais uma realidade. Com a tecnologia que a gente tem hoje, pode ser que demore, mas ele está sendo vigiado e uma hora a resposta chega, a conta chega”.
O Tenente Diogo Lima observa ainda uma crescente no tráfico de que drogas, que para ele “é um crime que é não é estático. Você fecha um ponto de venda de drogas – a famosa biqueira, ou boca de fumo – eles vão lá e abrem em uma nova localidade. A gente precisa sempre correr atrás, até porque esse é um crime bastante rentável. A gente faz a nossa parte, até mais além. Só que é preciso ter a certeza da punição. É muito melhor ter a certeza da punição do que ter uma pena rígida, rigorosa demais, e ela não ser cumprida”, finaliza.





