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terça-feira 14 de julho de 2026

Flávio Tironi (PSD) confirma pré-candidatura a prefeito

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O atual vice-prefeito de Balneário Piçarras, Flávio Tironi (PSD), confirmou sua pré-candidatura a prefeito do município nas próximas eleições.  Perto de completar dezesseis anos de atuação política (dois mandatos como vereador e dois períodos como vice-prefeito) – além de 20 anos como presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Tironi se diz preparado para concorrer ao pleito e manter o projeto que ele denomina de “continuidade”.

“Sim, sou pré-candidato a prefeito do município”, categoriza. “Eu coloco o meu nome à disposição para dar continuidade ao trabalho, ao trabalho feito por uma equipe qualificada e técnica, muito difícil de ser formada”, acrescenta Tironi. Dentro de um futuro possível governo, Tironi, que atualmente tem 54 anos anos, frisou que manterá a filosofia de prioridades adotada ao longo dos últimos 8 anos.

“Nosso foco sempre foi Saúde e Educação e assim ele continuará. Esses são os principais pilares que continuarão caso eu seja prefeito”. Ele pontuou ainda que as obras devem acontecer gradativamente, por conta da nova filosofia tributária da administração. “A minha linha de trabalho é a da continuidade. Hoje o município vem executando, mas há mais projetos a serem executados”, reforça.

Para que sua pré-candidatura evolua no período das convenções, Tironi ainda busca consenso partidário e também da coligação junto ao PSDB – que para ele, está mantida. “As conversas do PSD com o PSDB sempre estiveram muito juntas, até porque a única coisa que separa essa equipe são as siglas partidárias. Temos as mesmas ideias, a mesma filosofia e o mesmo pensamento rumo ao desenvolvimento e crescimento da cidade”, analisa.

“A coligação ela é certa. Acredito que essa coligação já está consolidada pelos 8 anos que nós trabalhamos. Muita coisa foi feita, um trabalho muito positivo. De forma alguma queremos terminar uma coligação que vem dando certo. Quem sairia perdendo com isso não seriam os partidos políticos, mas diretamente o município, o desenvolvimento da nossa cidade”, completa o vice-prefeito.

Ao longo da entrevista, Tironi denotou ter ciência dos bastidores que cercam sua pré-candidatura e manteve realismo quanto a uma possível mudança de cenário. “Na política a gente só tem certeza depois do registro de candidatura. Eu sou muito consciente disso. Como político, eu sempre deixei uma porta aberto. Eu não quero, por conta de uma conversa minha e do Leonel – lá trás quando a gente iniciou essa jornada e viu a necessidade de renovação – forçar a minha candidatura para continuar a coligação. Caso, após muita conversa, eu sinta que eu tenha que recuar para dar continuidade no projeto, eu não tenho problema algum”.

Ele assegurou que não será impositivo caso a decisão seja contrário a sua vontade. “De maneira alguma eu vou dar porrada na mesa e dizer que sou ou que tenho que ser o candidato. Sou muito democrático nesse caso. Sou um político que se tiver de recuar, dar dois passos para trás, assim farei”, comenta. Numa situação dessas, ele se afastará da disputa e indicará um segundo nome do PSD: Fábio Emitério Silva.

 “Caso isso não venha a acontecer, por algum motivo, o PSD hoje tem também hoje um segundo nome. Esse segundo nome poderia ser sim, também, uma opção para dar continuidade ao trabalho. Claro, que nessa situação, eu não poderia mais ser o vice”, adianta Tironi, garantindo que não disputará outro cargo eletivo agora: “Legislativo não, meu passo atrás é para voltar a minha vida privada. Me dedicar à minha empresa”.

Diante de uma situação pandemia e as restrições de aglomerações e também contato pessoal, o vice-prefeito pontua que será uma eleição diferente, com estratégias mais direcionadas. “Essa vai ser uma eleição bem diferente, pois não poderemos ter o contato pessoal com o eleitor. Mas, teremos que mostrar ao eleitor como a cidade estava e como ela está e se a aposta de mudança é realmente interessante”. Ele encerra citando que “a honestidade como trabalhamos nos últimos 8 anos será um dos carros chefes. Quando se fala em mudança, é preciso ter cuidado. Não se trata apenas de mudar nomes. Veja o exemplo do Governo do Estado, em que a população optou por um número sem conhecer a pessoa e veja a situação que estamos”.

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