O secretário Nacional de Agricultura Familiar e Cooperativismo – pasta ligada ao Ministério da Pecuária e Abastecimento – Fernando Schwanke esteve em Luiz Alves na manhã de quinta-feira, 9. Ele participou de uma videoconferência com representantes dos municípios de São João do Itaperiú, Corupá e de entidades ligadas a bananicultura e para ouvir as reivindicações do setor, que regionalmente acumula prejuízos estimados em R$ 226 milhões. Como resposta, Fernando adiantou que o Governo Federal já trabalha na liberação de um crédito rural emergencial.
“Estamos sensíveis aos prejuízos gerados pelo ciclone nas regiões de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte do Paraná, o presidente Bolsonaro sobrevoou esta região na última semana. O Ministério da Economia já analisa nossa solicitação pela abertura de um crédito rural emergencial”, confirmou na videoconferência. A ideia é de que o auxílio seja concedido aos produtores rurais – isso porque outras culturas também foram afetadas pelo vendaval – com base nos cadastros feitos pelos municípios. Durante o período da tarde, o secretário nacional visitou produtores da região.
“Os prejuízos para essa região são muito grandes. Precisamos fazer com que as nossas solicitações cheguem até a ministra Tereza Cristina”, falou o mediador da conferência, o prefeito de Luiz Alves, Marcos Pedro Veber (PSDB). O prejuízo estimado é calculado com base em regiões que somam 19 municípios, com uma produção idealizada por cerca de 3.500 famílias em 19 mil hectares de terra. “Daqui 30, 40 dias, os produtores não terão um cacho de banana para colher”, emendou o prefeito de São João do Itaperiú, Clézio Fortunato.
Eliane Müller, da Associação dos Bananicultores de Corupá (ASBANCO) apresentou os números detalhados, após um minucioso trabalho coletivo de municípios e entidades do setor. Ela também listou os pedidos mais urgentes, como renegociação de financiamentos rurais e aumento de limites das atuais linhas de crédito. “Eles (agricultores) ficarão sem renda para quitar os atuais financiamentos e também renda para novos investimentos na produção”.
Isso porque, com praticamente 60% da produção perdida nos 19 municípios, novas mudas terão de ser adquiridas ou produzidas por eles próprios – em estruturas também destruídas pelo ciclone-bomba. A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, enaltece que a “a banana é a cultura que terá a maior dificuldade de recuperação”. Somadas a outras culturas, os prejuízos financeiros passam dos R$ 250 milhões.





