“Eu acho que chegou o momento”. A frase é do vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Penha, Adriano de Souza, o Tibeco (PSDB), ao ser questionado sobre qual será sua posição no pleito municipal do próximo ano. Em seu segundo mandato no Legislativo, o parlamentar encerra o semestre de seu primeiro período como presidente do Poder – cadeira essa ocupada após tratativas que lhe renderam muitos questionamentos partidários.

“Quero trabalhar o meu nome, independentemente da sigla partidária, eu quero trabalhar o meu nome. Eu acho que chegou o momento”
ADRIANO DE SOUZA (PSDB)
FOTO, FELIPE FRANCO / JC
Para se firmar como um dos principais nomes dentro do partido, Tibeco reforça que “hoje eu quero trabalhar o meu nome, independentemente da sigla partidária, eu quero trabalhar o meu nome. Eu acho que chegou o momento. Eu tenho 24 anos na Prefeitura, é meu segundo mandato como vereador, eu estou como presidente, já fui secretário de Educação e Cultura, já fui diretor de Tributação e Cadastro da Prefeitura, já fui assessor parlamentar durante quatro anos, então isso me credencia a pensar em disputar uma majoritária”.
Partidariamente, Tibeco reconhece a existência de outros líderes no ninho tucano. Mas, assegura que buscará evidenciar-se. “Conheço a minha cidade, conheço tudo, conheço os quatro cantos de Penha. Então, o que eu tenho que falar? A minha história me credencia a pensar em disputar uma majoritária. E, nesse momento, é pelo PSDB, com o apoio do ex-prefeito Evandro. Entendendo também que, se não for o meu momento, estarei pronto para apoiá-lo ou apoiar alguém que pense comigo. Mas, o candidato tem que ter perfil, tem que ter estrutura política, estrutura partidária, estrutura financeira. Tem que ter um partido para empurrar ele. Então tem que ter um bom partido”, analisa.
“A minha história me credencia a pensar em disputar uma majoritária. E, nesse momento, é pelo PSDB, com o apoio do ex-prefeito Evandro. Entendendo também que, se não for o meu momento, estarei pronto para apoiá-lo ou apoiar alguém que pense comigo”
ADRIANO DE SOUZA (PSDB)
Sua ascendência política ganha reforço do estado ocupado neste momento: o de presidente de um dos principais poderes da cidade. Para chegar lá, no entanto, precisou flertar com os principais do partido opositor. Sentou-se com o MDB, fato que gerou pequenas rusgas dentro do PSDB e com amigos mais próximo – em situação que Tibeco considera esclarecidas e superadas.
“No primeiro momento – principalmente os partidários da gente alguns amigos, assim os mais partidários – não entenderam. Muita gente achou que eu estava fazendo uma conversa de Câmara e de Executivo, de inclusive me filiar no MDB. Mas seria interessante colocar que toda essa conversa para eu ser presidente ficou dentro da Câmara. Ficou uma costura realmente para formação da mesa diretora”, garante o agora presidente, pontuando franco diálogo com nomes como o do prefeito Aquiles da Costa (MDB).
“O prefeito entendeu naquele momento que eu poderia contribuir sendo presidente e os vereadores também naquele momento entenderam que eu poderia ser o presidente […] Mas resumindo, tudo foi feito a nível de Câmara. Tanto que eu não tenho cargo, eu não ganhei cargo para isso, como naquele momento muita gente falava […] Lógico, naquele momento algumas pessoas acharam que eu estava me aliando ao prefeito, mas, hoje essas pessoas já entendem que não – pela minha postura, pela forma de trabalhar”, complementa Tibeco.
Analisando o caminho das próximas eleições, Tibeco observa um cenário bastante aberto e com muitos nomes em evidência. Mas, não os pontua “que o caminho está aberto. O caminho está aberto e aquele que trabalhar e se mostrar à comunidade, a população, de uma forma que a população espera, eu acho que tem chance de se destacar. Nós temos aí uns doze candidatos com potencial de uma pré-candidatura a prefeito”.

“O político quando chegar num estado de presidente a cabeça dele tem que trabalhar pelo coletivo”
ADRIANO DE SOUZA (PSDB)
FOTO, FELIPE FRANCO / JC
NO PARLAMENTO
Na presidente da Câmara, Tibeco comenta que busca elevar o termo de ‘a casa do povo’. Ampliou o horário de atendimento e tem promovido o debate mais complexo de temas de grande relevância social – como segurança pública e a superlotação de cemitérios. “A Câmara hoje ela abre em período integral, das 8h às 19h, sem fechar para o almoço. Assim o cidadão não conseguiu falar comigo, achar o telefone, ele vem aqui. Então primeiro passo: a Câmara ela está aberta”, categoriza.
Na vertente dos debates, destaca duas audiências públicas, em que “trouxe para cá (Câmara) alguns debates. Fizemos aqui a audiência pública de segurança, principalmente nas unidades escolares e a audiência pública dos cemitérios – sobre a superlotação de cemitérios. Em ambas as situações, as audiências públicas movimentaram e resolveram questões sociais de verdade, com os assuntos que mudam o cotidiano da população”
Outra situação de relevância foi a união dos poderes em um dos momentos mais delicados da história catarinense da segurança na vertente educacional – após um atentado em um Centro de Educação Infantil blumenauense. “Mês de março, em apenas três meses, eu já repassei ao Executivo R$ 300 mil para que naquele momento para que fosse usado para contratar segurança nas escolas municipais. Nas próximas semanas, farei a devolução de mais R$ 500 mil. Estamos falando de economia no trato com a coisa pública, eu penso que isso é muito importante”, quantifica o presidente.
Para o segundo semestre, o último de sua presidência, vai manter o discurso e as bandeiras da “educação, da segurança, do turismo e das obras de infraestrutura – essa questão de drenagens, de pontos de alagamento que nós temos batido muito. Nesse segundo semestre, quero intensificar tudo isso. O político quando chegar num estado de presidente a cabeça dele tem que trabalhar pelo coletivo”, encerra Tibeco.





