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quinta-feira 9 de julho de 2026

Pacientes reclamam dos atendimentos no Pronto Atendimento 24h de Penha

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O Pronto Atendimento 24h de Penha vem sendo alvo de constantes críticas por parte de pacientes. A demora no atendimento e a falta de humanização em todas as fases do processo de acolhimento são as principais reclamações dos pacientes ao principal centro médico da cidade – que em janeiro deste ano foi terceirizado pela Prefeitura por meio de uma licitação com valores finais na casa dos R$ 4,5 milhões. O Governo afirmou que estuda romper o contrato.

A situação ganhou contornos midiáticos quando o vereador Maurício Brockveld (PROS) realizou uma fiscalização no atendimento da unidade, no último dia 27. Segundo o parlamentar, ele entrou no P.A 24h sem se identificar e permaneceu sentado por três horas, sem nenhum questionamento profissional. “Fiquei sentando por quase três horas na sala de espera, sem me identificar como vereador, e nenhum funcionário veio me atender”, afirmou.

Ele compartilhou sua experiência, incitada por decorrência dos reclames sociais, em sua página pessoal do Facebook. O feedback da publicação rendeu uma série de outras opiniões contrárias ao atual serviço prestado no P.A 24h – apesar de também surgirem elogios. “Pelo amor de Deus não deixem que o nosso Pronto Atendimento vire mais um na estatística onde o descaso possa tirar vidas”, comentou na postagem, Carmem Sinhori, citando ter aguardado pelo atendimento por cerca de duas horas.

A forma de atendimento também é questionada pelos pacientes. “Minha filha, que nem 1 ano tinha, levei no P.A com febres altíssimas e a médica nem tocou nela, mandou voltar pra cada e fazer inalação e compressa. Como ela piorou levei no Dona Helena em Joinville. Ela estava com meningite viral, ficamos 3 dias internadas”, desabafou Mireli Schell, que participou da discussão na postagem do parlamentar.

Atualmente, o P.A24h é administrado pelo Instituto de Saúde Santa Clara – contratado pela Prefeitura através de uma licitação de doze meses ao valor R$ 4.505.474,52 (R$ 375.456,21 por mês). A contratação teve como motivadores a intenção inicial de elevar a qualidade dos serviços prestados à população. Na quinta-feira, 2, o prefeito Aquiles José Schneider da Costa (MDB) se reuniu com os responsáveis pelo Instituto e fez uma série de cobranças.

De acordo com o secretário de Governo, Eduardo Bueno, o prefeito exigiu que mudanças fossem realizadas de forma imediata. Elas remetem à troca de profissionais e cursos de capacitação. “Na semana que vem todos os funcionários passarão por um curso de humanização e acolhimento”, antecipou Bueno. “Também a substituição de profissionais que não estejam realizando um bom atendimento”, completou. As melhorias exigidas são condicionantes impostas pelo Governo para que o contrato seja mantido.

Foto por: Felipe Bieging | JC

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