O projeto de construção da ViaMar deve se consolidar como uma das principais obras estruturantes de mobilidade e logística do Norte de Santa Catarina. A proposta foi apresentada na noite de segunda-feira, durante a reunião plenária da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), pelo secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, que detalhou os investimentos, o cronograma e os impactos esperados da nova ligação rodoviária para o desenvolvimento econômico da região.
Com investimentos superiores a R$ 8 bilhões, a ViaMar foi planejada para criar uma nova alternativa à BR-101, ampliar a capacidade de escoamento da produção, melhorar a mobilidade regional e fortalecer a competitividade das empresas instaladas em uma das regiões economicamente mais dinâmicas do país. O primeiro trecho da obra, denominado Lote 4, concentra um investimento estimado em aproximadamente R$ 2 bilhões e será o ponto inicial de execução do empreendimento. Com 24,6 quilômetros de extensão, o segmento ligará a SC-486, em Itajaí, à SC-414, em Luiz Alves, em uma rodovia projetada com seis pistas (três em cada sentido) e velocidade operacional de até 120 km/h.
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O edital de licitação foi lançado pelo Governo de Santa Catarina em junho de 2026. O recebimento das propostas está previsto para 21 de setembro, e a execução da obra tem prazo estimado de 42 meses após a assinatura do contrato. Durante a apresentação na ACII, Ricardo Grando destacou que a ViaMar foi planejada para acompanhar o ritmo de crescimento econômico do litoral catarinense e criar um novo eixo logístico para o transporte de cargas.
O projeto completo terá aproximadamente 145 quilômetros de extensão e conectará importantes regiões produtoras e centros logísticos entre Joinville, o Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis, ampliando a integração com os complexos portuários catarinenses. Segundo o secretário, o primeiro lote será executado por meio de contratação integrada, modelo que permite ao consórcio vencedor participar do desenvolvimento das soluções de engenharia mais adequadas para uma obra dessa complexidade. A estratégia busca garantir maior eficiência técnica, reduzir riscos durante a execução e assegurar a entrega de uma rodovia de alta capacidade.
Para o setor produtivo, a ViaMar representa mais do que uma nova ligação rodoviária. A expectativa é de redução do tempo de deslocamento, maior previsibilidade logística, diminuição dos custos de transporte e fortalecimento da competitividade das empresas, especialmente dos segmentos industrial, portuário e de comércio exterior.
A plenária da ACII reuniu empresários, lideranças e representantes de diferentes setores econômicos, que acompanharam a apresentação e puderam fazer questionamentos diretamente ao secretário sobre o cronograma da obra, modelo de contratação, desapropriações, soluções de engenharia e impactos esperados para a economia regional.
Na avaliação da presidente da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), Thaisa Nascimento Corrêa, a mobilidade se tornou um fator estratégico para o desenvolvimento econômico da região. “A mobilidade deixou de ser apenas um problema de deslocamento. Hoje, ela é um fator determinante para o desenvolvimento econômico da nossa região. O crescimento acelerado do Litoral Norte exige investimentos estruturantes, e acompanhar projetos como a ViaMar é uma das prioridades da nossa diretoria”, afirmou.
Thaisa destacou ainda que a participação do secretário na plenária reforça a importância de aproximar o setor produtivo das decisões que impactam diretamente o futuro da região. “Ao promover este encontro, a ACII reafirma seu papel como articuladora do diálogo entre empresários e poder público, colocando em pauta temas estratégicos para o desenvolvimento econômico de Itajaí e de toda a região”, concluiu.
Durante a apresentação, Ricardo Grando também contextualizou os investimentos realizados pelo Governo de Santa Catarina na recuperação da infraestrutura rodoviária estadual. Segundo ele, quando a atual gestão assumiu, apenas 26% das rodovias estaduais eram classificadas como boas ou ótimas. Com o programa Estrada Boa, esse índice já alcança aproximadamente 95%, com a meta de chegar a 100% até o fim deste ano.





