A Associação Terapêutica Sítio Caminho Novo, de Balneário Piçarras, completou 18 anos de atividades no atendimento a dependentes químicos. A data foi celebrada no último domingo, 14, quando um encontro celebrou as quase duas décadas de atuação, reunindo mais de cem pessoas, entre familiares, amigos e antigos residentes.
“A Associação hoje conta com uma boa estrutura, fruto do apoio e confiança de muitas pessoas da Comunidade de Balneário Piçarras”, enalteceu o diretor Gilberto Cardozo. Ao longo do período, foram mais de três mil internações, com um período médio de permanência de cem dias, para desintoxicação, reabilitação e socialização dos seus acolhidos.
“É um trabalho de dedicação e boa vontade, realizado por profissionais, voluntários, com o apoio dos próprios internos que cuidam da manutenção e funcionamento da comunidade terapêutica”, complementou Gilberto. O Sítio Caminho Novo hoje é uma instituição que oferece vinte a quatro vagas para tratamento com 100% de gratuidade.
“Graças aos convênios com os governos Federal, Estadual e Municipal. Além, é claro, do apoio de empresas parceiras, amigos, familiares e voluntários que sempre reconheceram o trabalho da instituição”, completou Gilberto.
A Associação é uma Ong com mais de cem hectares de terras e uma área construída de 1200 metros quadrados, totalmente adaptada às necessidades de seus usuários. “Um grande motivo para festejar estes 18 anos e agradecer a Deus pelas pessoas que fazem parte de nossas vidas”, finalizou seu fundador, Gilberto Cardozo;
PERCENTUAL DE RECUPERAÇÃO
Todos os anos a equipe de trabalho procura manter contato com a maioria das pessoas que passaram pelo local, nos últimos tempos. Assim, faz-se um balanço positivo de quase 50% de pessoas que passaram pelo sítio estão se mantendo longe do uso de substância psicoativa, e principalmente levando uma vida digna em sociedade. Isto inclui a família, o trabalho e as responsabilidades. “Muitas pessoas perguntam sobre o índice de recuperação e gostaríamos de ter uma resposta positiva em todos os casos. Porém, tratamos de uma doença multifatorial que não nos permite outra escolha, além de uma vida longe das drogas”, salienta o coordenador Jean Farias.
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