Moradores do bairro Tabuleiro, em Barra Velha, estão preocupados com a sequência de furtos registrados na região. Nos últimos 60 dias, a Associação de Moradores do Bairro Tabuleiro (AMBT) recebeu relatos de mais de 20 ocorrências, envolvendo principalmente residências, imóveis desocupados e obras em construção.
Entre os materiais furtados estão fios e cabos elétricos, alumínio, ferramentas, equipamentos, utensílios domésticos e objetos pessoais. De acordo com os relatos encaminhados à entidade, os crimes acontecem principalmente durante a noite e a madrugada, provocando prejuízos financeiros e aumentando a sensação de insegurança na comunidade.
Diante da situação, a Associação protocolou, na terça-feira (3), três ofícios destinados à Polícia Militar, à Polícia Civil e à Secretaria Municipal de Segurança Pública, solicitando providências para conter os delitos.
À Polícia Militar, a AMBT pediu intensificação das rondas ostensivas, especialmente entre meia-noite e 5h. À Polícia Civil, solicitou o reforço das investigações, a identificação dos responsáveis e a apuração de possíveis casos de receptação dos materiais furtados.
Já à Secretaria Municipal de Segurança Pública, a entidade cobrou medidas preventivas, planejamento de ações, melhor aproveitamento do sistema de videomonitoramento e maior integração entre os órgãos responsáveis pela segurança pública.
A Associação também manifestou preocupação com a falta de avanços perceptíveis na articulação das políticas municipais de segurança desde a criação da Secretaria, no final de 2025. Para a entidade, o órgão precisa assumir um papel mais ativo na coordenação e no apoio às ações preventivas no município.

ANTIGA DELEGACIA TAMBÉM PREOCUPA MORADORES
Outro ponto de preocupação é o imóvel particular que abrigou a Delegacia da Polícia Civil de Barra Velha até 2025, no bairro Tabuleiro. Após o encerramento do contrato de locação, o prédio foi desocupado e atualmente está à venda.
Segundo relatos recebidos pela Associação, o local estaria relacionado a episódios de furtos, depredação, consumo e possível comercialização de drogas. O imóvel também estaria sendo utilizado como abrigo improvisado por pessoas em situação de rua.
A AMBT defende medidas de fiscalização, proteção e conservação do prédio, tanto por parte dos proprietários quanto dos órgãos públicos competentes, para evitar que o espaço continue sendo apontado pela comunidade como um possível foco de insegurança.
APENAS OITO BOLETINS DE OCORRÊNCIA FORAM REUNIDOS
Apesar dos mais de 20 casos relatados à Associação, apenas oito boletins de ocorrência foram disponibilizados pelas vítimas até o momento.
Segundo a entidade, alguns moradores estariam deixando de registrar novos furtos por não perceberem resultados concretos em denúncias anteriores. A situação contribui para a subnotificação e dificulta o dimensionamento da criminalidade na região.
O presidente da AMBT, coronel Luciano Canaparro Behrend, cobra uma resposta integrada das autoridades.
“A comunidade está preocupada com a repetição dos furtos e com a falta de resultados perceptíveis. Precisamos de maior presença policial, investigações que alcancem também os possíveis receptadores e uma atuação integrada dos órgãos de segurança. A população precisa recuperar a confiança nas instituições”, afirmou.
A Associação ressalta que já contribui com a segurança do bairro por meio de um sistema comunitário de câmeras integrado ao projeto municipal Guardião. No entanto, destaca que o videomonitoramento não substitui o policiamento ostensivo nem o trabalho de investigação criminal.
A entidade informou que continuará acompanhando as solicitações encaminhadas e cobrando respostas das autoridades para conter os furtos e ampliar a segurança dos moradores do Tabuleiro.






