O vereador Bira Andrade voltou a cobrar providências para as condições precárias das principais vias de acesso a Balneário Piçarras. Durante a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores, o parlamentar utilizou a tribuna para questionar a falta de proatividade do governo municipal e dos órgãos responsáveis, como ANTT, DNIT e Arteris, diante de um problema que se arrasta há tempos e já foi pauta de diversas reuniões em Florianópolis e Brasília, sem que uma solução efetiva tenha sido apresentada.
Para Bira, não faltam condições financeiras para que o município faça a sua parte e avance na recuperação dessas vias. O vereador aponta pelo menos três fontes de recursos que poderiam ser utilizadas: a outorga onerosa (prevista no Estatuto da Cidade), o Fundo de Manutenção da Praia (FUMPRA) e o empréstimo de R$ 53 milhões, que está prestes a entrar nos cofres da Prefeitura. Na avaliação do parlamentar, é preciso transformar os recursos disponíveis em ações concretas, em vez de continuar aguardando providências que não chegam.

“Balneário Piçarras não pode continuar esperando indefinidamente. O problema já foi levado a Florianópolis e Brasília diversas vezes”
Entre os pontos mais críticos, Bira destaca a Avenida Takata, que, segundo ele, está intrafegável, além das ruas de acesso aos bairros Nossa Senhora da Paz e Itacolomi, como é o caso da Rua Victor Zimmermann e da Rua Santo Amaro, todas em condições deploráveis. O vereador ressalta que Balneário Piçarras é uma cidade turística, recebe visitantes durante todo o ano e não pode conviver com acessos nessas condições. Além dos transtornos para moradores e comerciantes, a situação compromete a mobilidade, a segurança e a própria imagem do município diante de quem chega para conhecer e aproveitar a cidade.
O parlamentar reforça que a situação não pode continuar sendo tratada apenas em reuniões, discursos e cobranças institucionais. Para ele, é preciso que o governo municipal e os órgãos competentes assumam suas responsabilidades e apresentem um cronograma de ações. “Balneário Piçarras não pode continuar esperando indefinidamente. O problema já foi levado a Florianópolis e Brasília diversas vezes. Está na hora de sair das reuniões e partir para as soluções. Somos uma cidade turística e não podemos receber nossos moradores e visitantes com acessos nessas condições”, defende Bira.






