O vereador de Balneário Piçarras e ex-candidato a deputado federal, Paulo Coral (PSDB), surpreendeu quando anunciou que concorreria a uma das 16 vagas catarinenses no Congresso. Realizando um trabalho mais independente, buscou o contato direto com eleitores da região e em postagens nas redes sociais – algumas bem polêmicas – para angariar votos. Somando 1.372 votos, Coral acabou sendo o candidato mais bem votado na cidade, superando tradicionais nomes da política catarinense.
“Sinceramente esperava mais votos na cidade. O nosso interesse era unir Balneário Piçarras para que juntos pudéssemos partir daqui com mais votos e os próprios amigos daqui ajudassem a multiplicar para fora, demonstrando a união local. Infelizmente essa estratégia não funcionou e eu tenho grande parte de culpa por isso. Não consegui realizar a comunicação adequada para que a comunidade focasse nessa realização”, agradeceu. Apesar disso, ele avaliou positivamente o resultado final de seu segundo pleito em 31 anos de vida.
“De qualquer forma, agradeço imensamente cada cidadão de Balneário Piçarras que confiou o seu voto em mim. Fico feliz por ter sido o candidato a deputado federal mais bem votado no município”, complementou. Em todo o estado de Santa Catarina, Coral conseguiu somar 5.139 votos, definidos pelo próprio vereador com “uma votação baixa para a candidatura de Deputado Federal. Sem chance de ter brigado por uma vaga no congresso nacional”. A falta de apoio do próprio partido é bastante criticada pelo ex-candidato.
“(Com o apoio) Com certeza teria sido melhor aqui e nas cidades vizinhas, assim como poderia ter se refletido em outras localidades, fazendo uso dos contatos que as nossas lideranças locais do PSDB têm. Os membros do PSDB não se engajaram com a minha candidatura e deram preferência a candidatos de fora, até de outros partidos. Isso se deve a problemas que criei com o grupo devido demonstrar minha personalidade em atos fiscalizatórios na Câmara de Vereadores e principalmente votando contra o aumento do IPTU local”, disse ao Jornal do Comércio.
A rejeição à sigla e a crescente do PSL também são apontados por Coral como motivos adicionais para o desempenho abaixo do esperado. “Houve uma rejeição muito grande por parte da sigla partidária e questões de voto regional. Mídias locais, como em Jaraguá do Sul, que é a minha terra de origem, foi pregada a valorização do voto para candidatos que estão morando na região. O que me colocou fora da disputa nesses locais de maior concentração populacional e assim tive menos visibilidade com as mídias locais. Fui o candidato do PSDB mais bem votado em Jaraguá do Sul, mas infelizmente não conseguimos pulverizar esse apreço para as grandes massas e periferias das grandes cidades. O efeito Bolsonaro 17 e seus correligionários dominaram as redes e cidades”, avaliou Coral.
Por fim, apesar da derrota, Coral acredita a campanha fortaleceu seu nome para futuras disputas eleitorais. “Acredito que meu nome cresceu localmente e estadualmente, assim como qualquer trabalho digno e honesto devem crescer. O reconhecimento vem das atitudes, e a respeito disto, foi um grande esforço ter me lançado candidato a deputado federal. Me orgulho de ter feito uma campanha limpa, sem padrinho político, sem patrocínio, sem rabo preso, fechar com as contas em dia, colocar minhas ideias em evidência e estar com a consciência tranquila que continuo trabalhando honestamente em prol da melhora do Brasil”, finalizou.
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