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quarta-feira 15 de julho de 2026

Fake news tumultuam seções eleitorais dos quatro municípios

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Eleições, teoricamente, tranquilas. Esse é o balanço feito pelo Cartório Eleitoral da 68ª Zona Eleitoral. Teoricamente por conta de um único motivo: as fake news, termo inglês e que traduzido ao pé da letra remete à “notificas falsas”. Elas foram levadas do mundo virtual para a realidade como verdades capitais, causando tumultos em uma serie de seções dos quatro municípios.

“Muito tumulto pelas fake news. Essas informações falsas causaram muitos transtornos nas seções”, confirmou a chefe do Cartório Eleitoral, Milene Guadanhin Chamma Possamai, atribuindo tal fato como o principal problema do peito do último dia 7. Casos como “apertar o 1 e surgir o 13 automaticamente” e “anular uma opção cancela todas as demais” foram os mais comuns. Mas, muitos outros foram registrados.

“Os fatos que causaram tumulto e foram registrados em ata, serão investigados pela Justiça Eleitoral”, adiantou Milene. Para tentar combater essa prática, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou nesta quinta-feira (11) uma página na internet para ajudar a esclarecer o eleitorado brasileiro acerca das informações falsas e falaciosas que vêm sendo disseminadas pelas redes sociais. O link pode ser acesso pelo www.tse.jus.br.

No entendimento da Justiça Eleitoral, a divulgação de informações corretas, apuradas com rigor e seriedade, é a melhor maneira de enfrentar e combater a desinformação. “Os eleitores levaram as fake news das redes sociais para a vida real. É preciso checar as coisas antes”, reforçou Milene, confirmando que eles “atrapalharam os trabalhos dos mesários e de seus ajudantes”.

Pelo site do TSE (CLIQUE AQUI), qualquer pessoa poderá ter acesso a informações que desconstroem boatos ou veiculações que buscam confundir os eleitores brasileiros. Diante das inúmeras afirmações que tentam macular a higidez do processo nacional, nessa página o TSE apresenta links para esclarecimentos oriundos de agências de checagem de conteúdo, alertando para os riscos da desinformação e clamando pelo compartilhamento consciente e responsável de mensagens nas redes sociais.

Para o coordenador do curso de Jornalismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Carlos Praxedes, é preciso que as pessoas tenham maior cuidado e tomem como verdade toda informação recebida pelas redes socias. “É uma questão de educação e de atitude de querer fazer do Brasil um local melhor. Querendo ou não, juridicamente, todo mundo acabando podendo ser inquirido a prestar esclarecimento sobre os motivos de estar compartilhando inverdades”.

“Na realidade é um termo falso. Porque uma notícia falsa, não é notícia. Se convencionou desta forma, até internacionalmente, mas, na verdade, se é notícia, ela não pode ser falsa”, completou Praxedes. Pela internet, uma rápida procura pode esclarecer se há alguma mentira na informação compartilhada, uma vez que atualmente há órgãos formandos exclusivamente com esse intuito.

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