O vereador Ademar de Oliveira (PT) ampliou o assunto durante a discussão do requerimento da vereadora Dalva Teixeira (PP) – que convocou o gerente da Casan de Balneário Piçarras para falar na Câmara sobre a qualidade da água. Ademar colocou em dúvida a qualidade da água para consumo e cobrou da Vigilância Sanitária relatórios de análise. “A pergunta é: essa água pode ser consumida? Tem como não ficar doente tomando essa água?”, questionou.
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“Quando se fala de água, da qualidade da água, nós temos um órgão público – que é a Vigilância Sanitária – que teria que mandar para cá um laudo mensal sobre o que está acontecendo com a água. Qual é a qualidade da nossa água, se essa água é consumível ou não é, se as crianças podem beber essa água, se uma pessoa adulta pode beber essa água da torneira”, disse inicialmente o parlamentar.
A Vigilância Sanitária de Balneário Piçarras confirmou que realiza os testes mensalmente e os torna públicos através do site da Vigilância Sanitária do Estado. A análise é norteada pela portaria a 2914 de 2011 que estipula o padrão de água potável. Segundo a coordenadora da Vigilância, Eunice de Souza, “a água da Casan é potável”.
“A agua é coletada sempre direto do cavalete (relógio d’água). As imagens que vemos no Facebook são de torneiras após reservatório. Isso não vale como referência da a análise”, completou Eunice. Apesar disso, a Vigilância Sanitária diz que os reparos na rede de tubulação podem comprometer a potabilidade da água.
“A Casan na maioria das vezes atende a potabilidade da água. O problema da Casan está quando há reparos na rede. Por ser uma tubulação antiga, qualquer rompimento ou reparos faz com que toda a sujeira acabe indo para as torneiras das casas”, completou Eunice. As análises mensais buscam justamente verificar tais situações. “A Vigilância tem o objetivo de verificar essas ocorrências”, reforçou.
A Vigilância informou ainda está à disposição para realizar as coletas das irregularidades quando a água do cavalete esta alterada. “É necessário também ligar para o 0800 643 0195, da Casan, reclamando da cor da água e pedir o protocolo da reclamação”, finalizou Eunice. O telefone da Vigilância é o 3347-2019 ou 3347.2018.
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