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sexta-feira 10 de julho de 2026

Novo relatório mantém Penha como cidade infestada pelo Aedes Aegypti

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A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) publicou nesta quinta-feira, 19, novo relatório sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes Aegypti e a situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus no Estado. No documento, datado de 14 de abril, o órgão mantém Penha como município considerado infestado pelo mosquito transmissor das doenças.

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O Programa de Combate à Dengue de Penha confirmou que há, pelo menos 64 focos do mosquito na cidade, espalhados pelos bairros Nossa Senhora de Fátima, Centro, Praia de Armação, São Miguel e São Nicolau. “A região mais infestada é no Nossa Senhora de Fátima”, confirmou o coordenador do Programa de Combate à Dengue, Alexandre Deolindo. Há três pessoas suspeitas de estarem com a doença. Os casos ainda não foram confirmados.

Outras 68 cidades catarinenses também são consideradas infestados pelo mosquito Aedes Aegypti (veja a tabela). Penha foi incluída nesta classificação após o relatório do dia 31 de março e de acordo com Alexandre, em virtude de os agentes endêmicos do município também terem localizado, com frequência, focos do mosquito em residências situadas em um raio de 300 metros de armadilhas com larvas do Aedes.

Para amenizar a questão, o coordenador diz que pretende aumentar o trabalho de conscientização e também contratar mais 7 agentes endêmicos, totalizando 15. As estratégias, em paralelo com a chegada do outono e inverno, buscam paralisar o crescimento de focos larvários positivo. “Teoricamente é para que isso aconteça”, analisou Alexandre, pedindo que a comunidade também adote as medidas de prevenção ao surgimento de larvas do Aedes.

A única forma de combater a dengue é impedindo que o mosquito se reproduza. É muito importante não deixar a céu aberto nenhum recipiente que contenha água. Vasos de planta, garrafas, pneus ou até mesmo lixo. Qualquer cantinho que acumule um pouco de água pode virar uma maternidade de novos mosquitinhos.

Um mosquito tem poucos dias de vida – entre um e dois meses. O problema é que nesse período ele produz muitos ovos que vão gerar novos mosquitos.  Uma fêmea pode colocar até cerca de 400 ovos durante a sua curta vida. Esses ovos precisam de água para se desenvolver – no ambiente seco eles não crescem. Quando estão “mergulhados” na água, os ovos se transformam em larvas que dão origem às pupas das quais surgirão o mosquito adulto.

TRANSMISSÃO DA DENGUE

A dengue é uma doença transmitida por um vírus, assim como a gripe. Mas ao contrário de algumas doenças virais que você pode contrair pelo ar ou em um simples aperto de mão, o vírus da dengue precisa de um vetor para passar de uma pessoa para outra. E o responsável por isso é o mosquito Aedes aegypti.

Funciona assim: o mosquito pica uma pessoa doente e “guarda” aquele sangue infectado. Quando ele pica uma segunda pessoa, ela recebe o vírus que veio da primeira. Por isso a principal forma de combater a dengue é eliminando o responsável por levar o vírus de um lado para o outro, o Aedes aegypti.

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